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Osvaldo Okamura será primeiro brasileiro a presidir filial da JVC

Pela primeira vez desde que se instalou no país há oito anos, a multinacional JVC, com sede no Japão, escolhe um brasileiro para dirigir a empresa no Brasil. Osvaldo Okamura, 48 anos, é o novo CEO da JVC. Com a indicação dele, a representante brasileira da marca se torna a segunda das 32 subsidiárias no mundo a ter um presidente nativo. O primeiro local onde isto aconteceu foi a Holanda há três anos.

A indicação de um brasileiro para assumir a subsidiária faz parte da estratégia mundial da empresa de valorizar as especificidades culturais dos países onde a JVC está instalada - a companhia opera em 80 países e cerca de 65% de seu faturamento global é resultado de atuação no exterior - de modo a ampliar sua participação de mercado.

Formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas e pós-graduado pelo IBMEC, no Rio de Janeiro, o novo CEO ocupava, até recentemente, o cargo de diretor-financeiro da JVC no Brasil. Okamura  assume o cargo em um momento em que a empresa projeta um faturamento recorde de R$ 100 milhões no País, 25% superior ao registrado em 2003. O resultado, de acordo com o novo CEO, é conseqüência dos lançamentos das linhas 2004/2005 de som automotivo, filmadoras, áudio, vídeo e acessórios, com 34 produtos.

A JVC no Brasil tem 22 funcionários, e fechou o ano de 2003 com um faturamento de R$ 75 milhões. Mundialmente, o resultado da empresa no período de abril de 2003 a março de 2004 foi de R$ 8 bilhões e projeto aumento de 1,4% para o próximo exercício. 

"O último funcionário de origem japonesa que operou no Brasil era nosso presidente Toshiki Ishibashi, que, promovido, foi transferido para os Estados Unidos para assumir a vice-presidência da JVC Industrial", diz Okamura, destacando que sua indicação para o cargo de CEO "representa um amadurecimento e uma aposta da empresa no potencial do mercado brasileiro".

Okamura foi o único executivo da América do Sul a participar, em janeiro de 2003, de um treinamento gerencial realizado na matriz japonesa com líderes da JVC no mundo todo. No encontro, ficou clara a intenção da multinacional de conhecer e respeitar as diferenças culturais de cada mercado.

Esta preocupação de agir globalmente considerando as especificidades locais é um importante diferencial para o presidente mundial da JVC, que tem promovido mudanças constantes na companhia. "Terada costuma dizer que a JVC está sempre se reconstruindo", explica Okamura. As principais ações do presidente mundial desde sua chegada foram a fusão de áreas e a racionalização da gestão, promovendo o retorno do enfoque da companhia para a tecnologia. A convergência, ou seja, produtos que reúnam o máximo de compatibilidade e funções, é a palavra de ordem nos centros de desenvolvimento tecnológico.

Okamura assume a direção da companhia confiante na recuperação da economia brasileira - país que responde por 50% da participação da empresa na América do Sul - e já projeta um faturamento recorde para este ano - R$ 100 milhões. Entre os planos da empresa, que acaba de encerrar a temporada de lançamentos 2004/2005 das linhas de som automotivo, filmadoras, áudio, vídeo e acessórios, com um total de 34 produtos, está o início da produção local de DVDs, passando a oferecer ao mercado brasileiro um produto básico aliado à importação da linha high-end, com modelos de alta tecnologia e valor agregado.

Também está nos planos de Okamura ampliar a participação da JVC no mercado de filmadoras - anualmente, são vendidas no País 60 mil câmera, enquanto os Estados Unidos são cerca de cinco milhões. Outro dado apontado pelo novo CEO é que, nos Estados Unidos, 18% da população com televisores possuem filmadoras. No Brasil, este índice é de apenas 1,2%.  Para a linha de som automotivo, Okamura tem intenção de manter a taxa de crescimento de 20% que vem sendo registrada anualmente 

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