Cheques sem fundos registraram alta
sazonal em fevereiro
Estudo nacional da Serasa revela que o volume de cheques devolvidos
por insuficiência de fundos, como proporção
dos compensados, aumentou em fevereiro de 2005. Na comparação
com o mês anterior, após três quedas consecutivas
do indicador, foi registrada uma alta de 3,2%. Foram devolvidos
15,8 cheques a cada mil compensados, em fevereiro deste ano, enquanto
janeiro registrou 15,3 cheques devolvidos por mil compensados.
De acordo com o levantamento, em fevereiro deste ano, em todo o
país 153,4 milhões de cheques foram compensados, sendo
2,42 milhões devolvidos por insuficiência de fundos.
Em janeiro de 2005, 168 milhões de cheques haviam sido compensados,
em todo o país, dos quais, 2,57 milhões devolvidos
por falta de fundos.
A queda também foi verificada na comparação
de fevereiro deste ano com igual mês do ano passado. Em fevereiro
de 2004, foram devolvidos 16,0 cheques sem fundos por mil compensados.
Na relação com o mesmo mês de 2005, a diminuição
no volume de cheques sem fundos foi de 1,25%. Em fevereiro de 2004,
foram devolvidos 2,53 milhões de cheques, de um total de
158,4 milhões de compensados.
Os dados ainda apontam uma ligeira desaceleração
da queda no indicador de cheques devolvidos, como proporção
dos compensados, no acumulado de doze meses. Apesar de o indicador
ter diminuído no período, a queda foi menor que a
verificada no acumulado dos doze meses encerrados em janeiro de
2005. No período encerrado em fevereiro de 2005, foram devolvidos
15,81 cheques a cada mil compensados.
Nos doze meses encerrados em janeiro deste ano, esse indicador
era de 15,82 cheques devolvidos a cada mil compensados. Já
nos doze meses encerrados em dezembro de 2004, eram 15,84 os cheques
devolvidos a cada mil compensados. Houve uma queda de 0,15% no indicador
entre dezembro de 2004 e janeiro de 2005. Essa taxa de variação
caiu para 0,7% entre janeiro e fevereiro de 2005.
Segundo os técnicos da Serasa, os resultados verificados
no indicador de cheques devolvidos são influenciados por
fatores que refletem o atual momento da economia do país,
em especial os recentes movimentos no mercado de trabalho e na renda
disponível. Por um lado, em fevereiro de 2005, houve uma
alta no nível de desemprego do país, mantendo o comportamento
sazonal típico do início de ano, mas em patamares
melhores que no mesmo período do ano passado. O pequeno aumento
na renda real, por outro lado, contribuiu para manter uma relativa
capacidade de pagamento das famílias.
Por sua vez, os movimentos de longo prazo do indicador, obtido
da análise do acumulado de doze meses, sinalizam para uma
desaceleração na redução da inadimplência
de cheques, que pode ser atribuída à política
de juros do Banco Central e seus reflexos sobre as finanças
das empresas e das famílias.
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