Crédito para consumo é
o maior da história
Nunca
se emprestou tanto dinheiro ao consumidor brasileiro como agora.
Em 34 anos, de 1970 a 2004, o total de crédito oferecido
pelo sistema financeiro formal cresceu 930%, passando de R$ 11,9
bilhões para R$ 121,6 bilhões (valores atuais). Os
dados foram compilados pela consultoria Partner.
Na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto),
a oferta de recursos também vive um momento ímpar.
Em 2004, o saldo da carteira de empréstimos equivale a 7,25%
do PIB, o triplo de 1970, quando o índice era de 2,63%. Em
números absolutos, por sua vez, o PIB aumentou 374% no período.
Em relação ao consumo privado brasileiro, o crédito
para pessoas físicas bate recorde histórico, atingindo
a marca de 12,98% em 2004, contra 6,15% em 1970. Em valores absolutos,
o consumo privado apresentou alta de 488% nos últimos 34
anos.
“Quem se lembra dos períodos de hiper-inflação
entre a metade da década de 80 até os meses que antecederam
o Plano Real vai lembrar também da escassez na oferta de
crédito ao consumidor, detonada por vários fatores:
inflação em alta dificultando o planejamento dos bancos
e consumidores, conseqüente redução nos prazos
dos empréstimos, governo como um grande tomador de empréstimos
de curtíssimo prazo e aumento de compulsórios, entre
outros”, afirma Álvaro Musa, sócio-diretor da
Partner.
Nas décadas de 70 e 80, a concessão de empréstimos
passou por várias oscilações, alcançando
o pico de R$ 39,9 bilhões em 1985, mas, no entanto, foi na
segunda metade da década de 90 que os bancos e financeiras
começaram a emprestar com mais vontade.
“O início do controle da inflação e
o fim de um período de estagnação econômica
contribuíram para o aumento das operações de
crédito”, diz Musa.
Os quatro primeiros anos da década de 90 foram inexpressivos
em termos de empréstimos, com o mercado sentindo os efeitos
nocivos de sucessivos planos econômicos, como o Collor I e
II. Em 1990, por exemplo, a relação do crédito
versus o PIB era de apenas 0,52%, o menor valor dos últimos
34 anos.
Em 1994, com o início do Plano Real e o conseqüente
fim dos ganhos elevados com os índices inflacionários
estratosféricos, o crédito começou a se tornar
o importante instrumento que é hoje. De 1993 para 1994, a
carteira total aumentou 75%, passando de R$ 21,0 bilhões
para R$ 36,9 bilhões.
Com a estabilização econômica e a inclusão
das pessoas de baixa renda no mercado consumidor, a carteira de
empréstimos apresentou várias elevações
até alcançar a marca de R$ 103,4 bilhões em
2001.
Nos dois anos seguintes, por conta principalmente da inadimplência
em alta e o conseqüente endurecimento das políticas
de concessão, o crédito ao consumidor recuou até
o patamar de R$ 99,3 bilhões. O ano de 2004, por sua vez,
está sendo marcado pela recuperação da oferta
de recursos.
“Para os próximos dez anos, se o crescimento do PIB
se mantiver a uma taxa anual de 4,5% e o consumo privado versus
o PIB continuar na casa dos 60%, a carteira de empréstimos
voltados ao consumo deve atingir a marca de pelo menos R$ 200 bilhões”,
prevê Musa.
Fundada em 1991, na capital paulista, a Partner tem como clientes
empresas varejistas, bancos, financeiras e administradoras de cartões,
entre outras, que operam serviços financeiros ao consumidor.
Clique
Aqui e Veja Mais Pesquisas
Leia
as Últimas Notícias
|