Pequenas empresas criaram 300.000 empregos em 12 meses
As micro e pequenas empresas paulistas criaram 293.000 novos postos
de trabalho na comparação de maio de 2005 e maio de
2004, uma alta de 6,3%. Somente no mês de maio foram 33.000
vagas, que significa aumento de 0,7% frente a abril/05. Este é
o 11º mês consecutivo de alta na taxa de pessoal ocupado
nas MPEs.
Estes dados integram os Indicadores Sebrae-SP – Pesquisa
de Conjuntura, estudo da entidade que mede mensalmente os índices
de faturamento real, pessoal ocupado e gastos com salários.
De acordo com Marco Aurélio Bedê, gerente de Pesquisas
Econômicas do Sebrae-SP, a expansão do número
de empregos é um indicativo que as pequenas empresas estão
operando em um nível de atividade mais elevado que em 2004.
“Esses dados mostram que as empresas esperam a manutenção
do nível de vendas nos próximos meses”, afirmou.
O acumulado do faturamento real (janeiro a maio/2005) pode explicar
esta expectativa positiva. Nos primeiros cinco meses de 2005 o faturamento
aumentou 2,6% frente ao mesmo período do ano anterior. Já
em 12 meses o índice permaneceu praticamente estável
(+0,3%), sendo que o comércio destacou-se com registro de
alta de 2%, conseqüência do Dia das Mães.
“Maio foi o sétimo mês consecutivo de resultados
positivos de faturamento para as MPEs, resultado que foi influenciado
pela recuperação da massa salarial continua nesse
período”, analisa Bedê.
Na comparação de 12 meses, os gastos com salários
apresentaram alta de 10,1%, reflexo do processo de recuperação
dos níveis de ocupação já apontado pelo
IBGE. Dados da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, na comparação
entre maio/2005 e maio/2004, o número de ocupados nas principais
regiões metropolitanas do País subiu 3,8%.
Para o diretor superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca,
os próximos meses serão decisivos para validar o quadro
de recuperação das MPEs: “As micro e pequenas
empresas responderam à melhora do mercado interno criando
vagas. A manutenção do pessoal ocupado depende, portanto,
da continuidade do crescimento econômico, algo que vai ser
determinado nos próximos meses, uma vez que o impacto das
altas dos juros deve ser sentido no segundo semestre pelas empresas.”
A pesquisa, realizada com a colaboração da Fundação
Seade, utiliza uma amostra de 2,7 mil MPEs, representativa do universo
das MPEs da indústria de transformação, comércio
e serviços, de todo Estado de São Paulo.
No Estado de São Paulo existem 1,3 milhão de micro
e pequenas empresas, responsáveis por 7,5 milhões
de pessoas ocupadas e 28% da receita bruta total do setor formal
da economia.
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