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Pesquisas    

Locação de automóveis cresceu magros 2% em 2003

A Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA) finalizou a tabulação do Censo ABLA 2003 e constatou um aumento de 2% no volume de negócios relacionados ao aluguel de veículos no País, no último ano. Segundo a ABLA, a locação de carros em 2003 movimentou aproximadamente R$ 2,35 bilhões, 2% a mais do que os R$ 2,2 bilhões registrados em 2002.

As expectativas do Setor são mais otimistas para 2004. "O Brasil voltará a receber investimentos públicos e privados durante o ano, o que fomentará novos projetos na indústria, na agroindústria, na fruticultura e nos serviços", diz o presidente da ABLA, Alberto de Camargo Vidigal. "Isso poderá se reverter, também, em novos clientes para o Setor de Locação de Automóveis", diz.

Em 2003, a frota total de carros para aluguel no Brasil subiu de 178 mil para 182 mil carros, o que equivale a aproximadamente 9% da produção automobilística/ano do País; o faturamento total do setor atingiu R$ 2,35 bilhões; e o número de usuários saltou de 8,3 milhões para 8,7 milhões.

Estes e outros números poderão ser encontrados no Anuário ABLA 2004. Em suas 84 páginas, o Anuário trará todas as informações e números relativos ao setor de aluguel de carros no Brasil, detalhando o desempenho e participação de cada região no mercado nacional.

Conforme Alberto de Camargo Vidigal, presidente da ABLA, a locação de automóveis terá como um dos fortes nichos de negócios em 2004 o turismo, seja para lazer, seja para negócios. "O Brasil possui inúmeras atrações para o turista, como sua costa litorânea, suas cidades históricas e sua cultura regional, motivo que fazem com que cerca de 42% dos negócios das locações sejam referentes a aluguel diário. Essa porcentagem sobe para mais da metade nos meses de verão e férias (dezembro, janeiro e fevereiro)".

Segundo ele, o câmbio próximo dos R$ 3 motiva a vinda de mais estrangeiros ao País e, ao mesmo tempo, faz com que os brasileiros permaneçam no Brasil. "Continua caro sair do País", constata Vidigal.

Para Vidigal, o Brasil pode e deve colocar-se para o mundo como um dos novos centros do turismo em 2004. Conforme o presidente da ABLA, com dólares nos bolsos, o turista estrangeiro terá no País um destino barato e com qualidade similar à de lugares do mundo que ficaram "perigosos" pela ameaça de terrorismo. "Tal panorama abre perspectivas bastante positivas em relação ao aluguel diário de automóveis e, por isso, o setor já está trabalhando para transformar essa expectativa em negócios no balcão".

Para isso, por meio da ABLA, as locadoras de veículos estarão ainda mais próximas das autoridades, associações, sindicatos, agências de viagem, companhias de aviação, hotéis, restaurantes, enfim, todos os agentes da indústria do turismo. "Essa integração com o trade turístico está entre os objetivos de nossa gestão", explica Vidigal, reeleito para a presidência para comandar na ABLA uma diretoria nacional composta por líderes empresariais de diversas regiões do País.

Vidigal não acredita que, diante do medo de novos ataques terroristas, os estrangeiros deixem de viajar. "A maioria apenas trocará seus destinos de férias", afirma. "Cremos que diminuirão ainda mais as viagens para a Europa e para os EUA. O principal campo para o turismo será o turismo ambiental e nisso o Brasil é muito forte", afirma.

Conforme Vidigal, em 2004 a divulgação institucional do setor de locação de automóveis será ainda mais importante, já que é preciso difundir a "cultura do aluguel de carros no Brasil", ou seja, "encontrar meios de fazer com que os turistas e as empresas compreendam as vantagens estratégicas e competitivas do serviço", diz ele.

Em relação à terceirização de frotas, que é o aluguel de frotas inteiras para empresas, por meio de contratos anuais, com pagamento mensal, destacam-se como clientes empresas e órgãos públicos municipais e estaduais, empresas de engenharia civil e distribuidoras de remédios e bebidas, entre muitas outras.

Conforme a ABLA, o aluguel de frota implica em um desembolso final inferior (aproximadamente 25% de economia, em média) comparado com o uso de frotas próprias - inclusive após creditar-se ao comprador o valor referente à venda dos veículos após 24 meses. A terceirização de frotas, em 2003, representou aproximadamente 58% de todos os negócios do Setor de Locação de Automóveis no País.

Conforme Vidigal, além da economia financeira, há também o ganho administrativo da opção pelo aluguel. "A Locadora assume a compra dos veículos e todos os serviços e taxas envolvidos, bem como os custos de revenda". É preciso comparar, com o custo do aluguel, as despesas com a manutenção dos carros, combustível, seguro e impostos, entre outras, que no caso da Locação ficam por conta das prestadoras do serviço.

O presidente da ABLA explica que, no primeiro semestre do ano passado, a queda da atividade econômica foi transformada pelo Setor em "oportunidade para novos negócios". Ele explica que a retração verificada nos primeiros seis meses de 2003 diminuiu o volume de negócios nos mais variados setores da economia, afetando principalmente o capital de giro das empresas em geral, que passam muitas vezes a recorrer a empréstimos bancários. Com as altas taxas de juros aplicadas aos empréstimos, cria-se um círculo vicioso que coloca em risco o funcionamento das companhias que partem para essa solução.

Segundo ele, a partir disso, as Locadoras desenvolveram um trabalho para mostrar que a melhor saída para empresas endividadas é a desmobilização dos ativos de maior liquidez, que é exatamente o caso dos carros próprios. "Vender a frota própria foi a alternativa mais vantajosa para eliminar de uma vez vários impactos negativos provocados pelos meses de retração econômica", explica.

A venda implica em:

(1) socorrer o caixa; (2) deixar de ter de recorrer aos bancos; (3) eliminar o ócio de parte dos carros próprios, alugando somente a quantidade necessária; e (4) contar com profissionais especializados no gerenciamento de frotas. É nesse espaço que o Setor foi pró-ativo, buscando negócios entre as empresas com dificuldades para levantar capital de giro. "Não apenas as grandes, mas também as empresas de pequeno e médio porte sofreram com a situação e puderam buscar refúgio na terceirização de frotas durante 2003".

Vidigal acrescenta que a mudança de mentalidade em relação às vantagens da terceirização de frotas será impulsionada em 2004 pela entrada de investimentos estrangeiros no Brasil. "As empresas de fora trazem a cultura da terceirização como instrumento para redução de custos, inclusive em termos fiscais e tributários", afirma. "Como a locação de frotas também proporciona, entre outros benefícios, economia fiscal e tributária, será crescente o número de empresas que irão aderir aos nossos serviços em 2004", completa.

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