Pesquisa da FGV
mostra otimismo da indústria com o crescimento
Os 608 industriais de 25 estados que
participaram da prévia da Sondagem Conjuntural
da Indústria da Transformação, elaborada pela
Fundação Getúlio Vargas (FGV), estão mais
otimistas em relação à recuperação moderada
do crescimento econômico neste mês do que em
janeiro. Eles levam em conta, aparentemente, a
situação da demanda externa, entre aqueles que
exportam, além dos juros e da recuperação da
renda.
No caso da demanda interna, a sinalização
dada pelo Comitê de Política Monetária (Copom)
do Banco Central em março, com a queda da taxa básica
de juros (Selic), parece ter induzido os
industriais a crer que o pior já passou e o país
voltará agora a crescer, analisou o coordenador
de Pesquisas da FGV, Aloísio Campelo.
A diferença entre os industriais que
consideram a situação dos negócios boa (25%) e
os que a consideram fraca (16%), de 9%, é a
melhor desde abril de 2001 (13%) e mostra uma
evolução favorável nos três últimos
trimestres.
Campelo informou que, da mesma forma, o
resultado de 25% relativo aos que consideram boa
a situação dos negócios, apurado pelas
respostas dos industriais que participaram da prévia
da Sondagem, é o melhor desde outubro de 2000
(26%) e o segundo mais alto desde abril de 2000
(29%).
Aloísio Campelo disse que o saldo positivo de
9% sinaliza otimismo entre os empresários e
remete a abril de 2001, último período de
crescimento industrial antes da crise energética.
O resultado final da Sondagem Conjuntural da
Indústria da Transformação, com respostas de
cerca de 1,3 mil empresas, será divulgado pela
FGV no próximo dia 28 de abril.
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