Compra com cheque
pré para 60 dias tem mais caloteEstudo
inédito da Telecheque, realizado no 1º semestre
deste ano, procurou verificar os riscos de
inadimplência conforme os tipos de planos de
pagamento. A pesquisa constatou que é maior o
índice de cheques devolvidos no Brasil nas
compras sem entrada. Nos planos de venda com
cheque único para 60 dias a inadimplência
chegou a 10,32%. Em segundo lugar, ficaram os
pagamentos com cheque único para 30 dias, com
índice de cheques devolvidos de 3,80%.
Ainda segundo o estudo, os planos de venda com
cheque único
para 45 dias responderam com índice de
inadimplência de 3,75%. Já os planos de
pagamento com cheques para 30, 60 e 90 dias sem
entrada foram responsáveis por índice de
inadimplência de 3,72%. Logo atrás apareceu o
plano de venda com pré-datados para 30 e 60
dias, que apresentou índice de 3,27%.
Um dos menores índices de inadimplência por
planos foi verificado nas compras em quatro
pagamentos: entrada à vista, 30, 60 e 90 dias,
que chegou a 1,43%.
"Observamos maior risco quando são
praticados planos de pagamento sem a exigência
de entrada à vista. No segmento de vestuário,
por exemplo, os planos de compra com cheque
único
para 60 dias têm índice de inadimplência 96%
maior do que o plano à vista, 30, 60 e 90
dias", diz José Antônio Praxedes Neto,
vice-presidente da Telecheque. O executivo
salienta que há dois tipos de casos a serem
analisados e que levaram aos resultados desse
estudo: a inadimplência do fraudador e a do
consumidor honesto.
Segundo o executivo, o fraudador precisa do
maior tempo possível para que seus cheques sejam
compensados e sua farsa desvendada.
"Portanto, os planos de venda sem entrada
são os preferidos pelos fraudadores e quanto
maior o prazo no pré-datamento de cheques, maior
será seu tempo para aplicar os golpes na praça,
antes que seu nome passe a constar nas bases de
dados das empresas protetoras de crédito",
afirma.
Na visão de Praxedes, no caso do consumidor
honesto, que acaba não honrando suas dívidas
simplesmente por possuir despesas superiores às
suas receitas, o problema encontra-se no
descontrole. "Na maioria desses casos, a
postergação das dívidas gera acúmulos que se
transformam em valores difíceis de serem
saldados", complementa.
"Esse estudo é um grande divisor de
águas para os varejistas, já que ele quebra
muitos paradigmas ao comprovar que uma venda
parcelada, mesmo que a longo prazo, com entrada
à vista, possui risco de inadimplência inferior
ao de um plano de compra com cheque único para
30 ou 60 dias", ressalta o executivo.
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