Lei de Falências puxa serviço de turnaround
Um ramo de atividade promete ganhar corpo no mercado brasileiro,
com a entrada em vigor da Lei de Falências: o da prestação
de serviços de recuperação da gestão
empresarial, o chamado turnaround.
Comum em diversos países, trata-se de uma atividade na qual
profissionais especializados desenvolvem projetos de recuperação
e revitalização de empresas, de modo que elas possam
recuperar o equilíbrio financeiro e operacional e voltar
a competir e crescer.
Um dos exemplos de empresa que está iniciando no ramo é
a Evolve Gestão,
recém-criada por um grupo de executivos com origem no mercado
financeiro.
Os sócios Edson Barbosa de Souza, Lucio de Moura Netto e
Roberto Paschoali ocuparam cargos de alta direção
no Lloyd´s Bank - respectivamente, uma diretoria da Tesouraria,
a diretoria Internacional e a presidência.
Após serem procurados por credores de empresas em dificuldade
sugerindo que trabalhassem para recuperá-las, os sócios
decidirem se juntar e abrir a Evolve.
Diferentemente das consultorias empresariais, essas empresas de
gestão não se restringem a elaborar um diagnóstico
dos problemas e das soluções da companhia em dificuldade.
Elas fazem também a implementação do novo
direcionamento estratégico e de toda a reestruturação
que se faça necessária. Isso é conduzido na
forma de gestão interina da empresa ou de uma administração
compartilhada.
Passado um certo tempo e com os negócios andando por si
só, a firma de turnaround se retira da gestão. Não
existem dados sobre o número de consultorias atuando no país
com esse tipo de negócio. O certo é que a Lei de Falências
servirá para impulsionar a mercado.
Segundo os executivos da Evolve, muitas empresas em dificuldade
poderão ser orientadas por seus advogados, credores, consultores,
a buscar profissionais de turnaround.
"A Lei diminui a probabilidade de uma empresa em crise falir,
o que é de interesse geral da sociedade. A sua aprovação
coloca o tema em evidência, o que fará com que o mercado
cresça rapidamente”, afirma Roberto Paschoali, ex-presidente
do Lloyd´s Bank e um dos proprietários da Evolve.
Segundo Edson Barbosa de Souza, outro dos sócios, a meta
é implementar estratégias de desenvolvimento de longo
prazo, que envolvam todas as áreas das empresas, tanto em
companhias que estejam em busca de soluções para dificuldades
momentâneas como de um reposicionamento no mercado.
Além de empresas para explorar o filão, estão
surgindo instituições de suporte, como pé o
caso do Instituto Brasileiro de Gestão e Turnaround -
IBGT.
Segundo site do IBGT, esta "É a única organização
brasileira multidisciplinar, sem fins lucrativos, constituída
com a missão de contribuir para a pesquisa, o desenvolvimento,
a educação e a disseminação das diferentes
técnicas de prevenção e de alternativas de
recuperação, salvamento, saneamento, reorganização,
reestruturação e de negociações judiciais
e extra-judiciais envolvendo empresas atravessando dificuldade,
os credores e investidores".
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