Comércio do Rio espera alta
de 10% nas vendas da Páscoa
O comércio do Rio antecipa uma Páscoa de boas vendas
este ano. Segundo uma pesquisa da Federação do Comércio
do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), a maioria dos entrevistados
(65,44%) espera faturar mais do que no ano passado. A estimativa
é de aumento médio de 10,56% na receita.
"Com a melhora da economia como um todo, melhorou também
a situação do consumidor, que hoje tem mais recursos
para a aquisição de produtos não duráveis,
como ovos de Páscoa", explica o economista da Fecomércio-RJ,
João Carlos Gomes.
A pesquisa ouviu 136 empresários da Região Metropolitana
do Rio que vendem produtos para a Páscoa e constatou que
44,12% aumentaram as encomendas aos fornecedores. Isso significa
que os estoques estão cerca de 2,85% maiores do que em 2004.
"Encomendei 150 quilos de ovos de chocolate e 200 quilos de
bacalhau", confirma Ricardo Maleh, dono da Planeta Sonho, tradicional
'delicatessen' do bairro de Copacabana, na Zona Sul. "A Páscoa
é a segunda melhor data do ano para o nosso negócio,
depois do Natal", anima-se. O empresário antecipa um
aumento de 10 a 15% no faturamento em relação a 2004.
Apesar de otimista, Ricardo reclama do velho hábito do brasileiro
de deixar tudo para a última hora. "Todo mundo deixa
para comprar nos três ou quatro últimos dias, o que
prejudica nosso planejamento", explica. "Por conta disso,
acaba sempre faltando mercadoria", completa.
Menos otimista, o sócio Isac Maleh acha que o fato de a
Páscoa cair no fim do mês pode prejudicar as vendas.
"Boa parte dos nossos clientes é de aposentados, que
ficam sem dinheiro nos últimos dias do mês", constata
ele.
"A situação econômica favorável
ao consumidor deve neutralizar qualquer efeito negativo decorrente
da data da Páscoa este ano", acredita o economista João
Carlos Gomes.
Pelo sim, pelo não, o comerciante Manoel de Almeida, dono
de um pequeno mercado em Botafogo, também aumentou as encomendas
em relação ao ano passado. "Além de ovos,
compramos também caixas de bombom, que têm boa saída
nesta época", conta ele. "Só não
encomendei muito bacalhau porque o preço subiu muito".
Este ano, 64,71% das empresas pesquisadas detectaram aumento nos
preços cobrados pelos fornecedores, sendo que a alta média
ficou em 6,09%. Mesmo assim, o otimismo domina.
De olho na recuperação do poder aquisitivo dos consumidores,
29,41% dos estabelecimentos consultados pela Fecomércio-RJ
também contrataram funcionários especialmente para
o período de Páscoa. E 61,03% estão realizando
promoções especiais para a divulgação
das novidades no setor de ovos de chocolate e outros produtos específicos
para a data. Somente 13,97% acreditam que o faturamento desta Páscoa
vai ser menor do que em 2004.
Para quem tem paladar mais refinado, as trufas de chocolate são
uma boa alternativa aos tradicionais ovos de Páscoa. A 'chocolatière'
Gláucia Cordeiro de Carvalho viu suas encomendas triplicarem
nesta Páscoa. "Normalmente vendo dez quilos de trufas
por mês e agora em março devo vender uns trinta",
comemora.
Fornecedora de restaurantes finos da Zona Sul, Gláucia vai
ter que trabalhar a todo vapor para dar conta das encomendas. "Todo
mundo deixa para encomendar nas duas semanas que antecedem a Páscoa",
resigna-se. (Agência Sebrae de Notícias)
Serviço:
Fecomércio-RJ: www.fecomercio-rj.org.br
Planeta Sonho: www.planetasonho.com.br
Chocolates da Gláucia: chocolatesdaglaucia@hotmail.com
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