Volume de cheques
sem fundos caiu 1,2% até agostoO
volume de cheques devolvidos por falta de fundos,
em todo o país, em agosto de 2004, registrou
queda de 6,4%, em relação a julho de 2004.
Segundo o levantamento da Serasa, em agosto deste
ano foram devolvidos 14,6 cheques a cada mil
compensados, contra 15,6 cheques sem fundos no
mês anterior. O volume de cheques devolvidos em
agosto de 2004 voltou ao patamar de junho, que
apresentou a menor marca do ano.
Nos oito primeiros meses de 2004, o volume de
cheques sem fundos registrou queda de 1,2% em
relação ao mesmo período do ano anterior. De
janeiro a agosto de 2004, foram registrados 15,7
cheques por mil, contra 15,9, de janeiro a agosto
de 2003. Desde 1999 não era verificado, no
país, decréscimo no volume de cheques sem
fundos a cada mil compensados nos oito primeiros
meses do ano.
O estudo da Serasa mostra que em agosto de
2004 foram compensados, em todo o país, 180,8
milhões de cheques, dos quais, 2,63 milhões,
devolvidos por falta de fundos. Em julho, foram
compensados 174,6 milhões de cheques os
devolvidos somaram 2,71 milhões, em todo o
país. Houve uma queda na devolução de 2,9% na
comparação entre os dois meses.
Na comparação agosto de 2004 com agosto de
2003, o volume de cheques sem fundos a cada mil
compensados diminuiu 5,8%. Em agosto do ano
passado, foram devolvidos 15,5 cheques/mil por
insuficiência de fundos no país. No oitavo mês
de 2003, foram compensados 175,2 milhões de
cheques e 2,70 milhões, devolvidos por falta de
fundos. Houve uma queda de 2,6% no volume total
de cheques sem fundos, em agosto deste ano, em
relação a agosto do ano passado.
Para os técnicos da Serasa, a queda do
número de cheques devolvidos por falta de fundos
a cada mil compensados, na variação agosto de
2004 em relação a agosto do ano passado, é
resultado de um conjunto de fatores positivos que
mostram a retomada do nível de atividade
econômica do país, como aumento da oferta de
emprego e a melhoria da massa salarial decorrente
da reposição de perdas inflacionárias
anteriores, obtida por trabalhadores de algumas
importantes categorias.
Além do ambiente econômico favorável,
verifica-se que os consumidores têm optado pela
contratação de crédito pessoal, que
possibilita a troca de dívidas de maior custo
por opções mais baratas, o que tem contribuído
para a melhora da renda disponível para consumo.
O destaque nesses empréstimos tem sido as
operações consignadas em folha de pagamento,
que apresentam como principal atrativo as baixas
taxas praticadas, próximas a 2% ao mês. De
acordo com o último dado apresentado pelo Banco
Central, de janeiro a julho de 2004 o volume de
crédito concedido a pessoas físicas cresceu
16,2% em relação a igual período de 2003.
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