Empresa é a maior
culpada pelo estresse do funcionárioO
estresse é uma doença organizacional, que
revela não só conflitos pessoais, mas também
estruturas e ambientes de trabalho doentes. Para
reduzir o estresse nas empresas, melhorar a
produtividade e reduzir as faltas por doença com
fundo emocional, é preciso muito mais do que
apenas tratar indivíduos.
Como 70% das causas têm origem em problemas
estruturais, ou seja são gerados pela própria
empresa, a solução passa por uma mudança
drástica nos processos e na estrutura
corporativa. Uma ferramenta para atacar o
problema foi batizada de WSM (Work Stress
Management).
Desenvolvido pela Testmat, especializada em
performance no trabalho, o WSM é um programa
para o tratamento e prevenção de enfermidades
relacionadas à baixa performance organizacional.
Por meio de estudos médicos e administrativos do
estresse, o grupo verifica os impactos e elabora
métodos para minimizar esse efeito devastador,
garantindo qualidade de vida ao trabalhador e
melhores índices produtivos.
É um projeto com duas etapas: individual
(entrevistas com o trabalhador) e por setor (cada
departamento da empresa recebe um diagnóstico).
Os consultores definem o grau de estresse e as
medidas para reduzir o impacto na organização.
"Não adianta tomar atitudes isoladas,
porque elas podem melhorar o ambiente
momentaneamente, mas são paliativas. O estresse
volta com a rotina. O que deve ser feito é
corrigir os processos e as atitudes da
empresa", explica o Dr. Marcos Lago,
psiquiatra do Hospital das Clínicas e um dos
responsáveis pelo WSM.
O médico explica que 70% das causas do
estresse estão na estrutura e apenas 30% com a
própria pessoa. "Sem equacionar as falhas
do ambiente de trabalho, não adianta fazer nada.
O gerenciamento do estresse passa pela mudança
comportamental na empresa e nos
procedimentos", comenta o dr. Lago, que
coordenou projetos com resultados significativos
na melhoria organizacional e na saúde do
trabalhador, além de redução de despesas com
planos de saúde.
A principal ferramenta do WSM é a
identificação dos sinais físicos, psíquicos,
mentais e comportamentais do chamado estresse
tóxico. "Estudos feitos a partir da década
de 30 confirmam que, a partir de um determinado
ponto, o estr esse tóxico causa uma redução
drástica na performance do indivíduo",
afirma o psiquiatra.
O engenheiro e administrador Freddy Poetscher,
sócio da Testmat, explica que a metodologia
inclui a correção dos procedimentos em seis
áreas: controle decisório; apoio dos colegas;
relacionamento na empresa; papéis e
responsabilidades; exigências da função e
mudança organizacional.
As alterações passam por quatro fases:
diagnóstico e levantamento de impactos;
discussão e validação com alta gerência;
desenvolvimento das recomendações e
preparação do plano de trabalho.
Mas o `tratamento´ não se encerra com a
erradicação do estresse. É então que se
inicia a fase de prevenção, realizada por meio
de acompanhamento das áreas críticas,
treinamentos e workshops periódicos. São
atividades que promovem a melhoria contínua dos
processos para a redução do estresse tóxico.
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