Mercado ganhou 9 milhões de
consumidores em 2 anos
De dezembro de 2002 a fevereiro de 2005, 8,9 milhões de
brasileiros antes alijados do mercado consumidor adquiriram capacidade
de compra, utilizando um ou mais meios de pagamento (dinheiro, cheque,
carnê, cartão de débito e de crédito).
É o que demonstra o DPC (Dimensionador do Poder de Compra),
índice lançado pela empresa Cheque-pre.com, que passará
a divulgá-lo mensalmente.
Ao apresentar o novo índice à imprensa, o presidente
da Cheque-pre.com, o economista Ivo Barbiero, salientou que, dentre
os 180 milhões de brasileiros, 126,6 milhões (70,3%)
têm algum poder de consumo, advindo de rendimento de trabalho.
A pesquisa da empresa considera na formatação desse
perfil de consumidores os brasileiros acima de 10 anos que trabalham
ou, no caso das crianças, que usufruem da capacidade de compra
da família.
Com renda de até um salário mínimo, empresa
identificou 40,4 milhões de pessoas, o equivalente a 22,4%
da população brasileira. Entre um e dois salários
mínimos, são 37,8 milhões de indivíduos,
ou 21% dos habitantes.
Entre dois e cinco salários mínimos, há 33,7
milhões de pessoas (18,7% do total). De cinco a 10, 8,9 milhões
(4,9%). Acima de 10 salários mínimos, existem 5,8
milhões de brasileiros, representando apenas 3,3% da população.
Em outro recorte do estudo, a empresa demonstra haver 48,4 milhões
de pessoas, ou 26,9% da população, com poder de compra
acima de 200 dólares por mês.
O Dimensionador do Poder de Compra resulta da análise de
crédito e consumo realizada pela empresa, que processa aproximadamente
40 milhões de informações por mês, sendo
25 milhões relativos às consultas de cheques.
A população economicamente ativa movimenta cerca
de R$ 116,8 bilhões ao mês, utilizando como forma de
pagamento cartões de crédito ou cheques. São
340 milhões de transações com cartões
de crédito, que põem em circulação R$
26 bilhões. Quanto aos cheques, são emitidos 180 milhões,
movimentando R$ 90,8 bilhões (dados de fevereiro de 2005).
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