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Pesquisas    

Fundos brasileiros fecharam trimestre com captação de US$ 6,43 bilhões

A indústria de fundos de investimento da América Latina (AL) encerrou o primeiro trimestre de 2004 com aumento de US$ 15,96 bilhões no patrimônio administrado, atingindo o total de US$ 238,59 bilhões. A captação ultrapassou os US$ 8,97 bilhões, sustentada no bom desempenho dos fundos de Brasil e México.

"O ano de 2003 foi positivo para a indústria de fundos da AL, com crescimento de 14,65%. Mas, a julgar os resultados do primeiro trimestre de 2004, o mercado poderá ter um ano tão bom ou melhor do que o anterior", afirma Guillermo Mazzoni, chefe do departamento de análise da Thomson.

No Brasil, os depósitos superaram os saques em US$ 6,43 bilhões. Os investidores que gostam de investimentos de baixo risco, mas sem deixar de lado o seu apetite pelo ganho, escolheram os fundos de Renda Fixa e de Renda Mista no primeiro trimestre. A captação destes fundos atingiu US$ 5,09 bilhões e US$ 1,09 bilhões, respectivamente.

Os fundos de Renda Mista lideraram o ranking de rentabilidade, com média de 3,72%, seguidos dos fundos de Renda Fixa com ganho de 3,61%. Os fundos de Renda Variável não conseguiram se sobrepor à volatilidade da Bolsa de Valores no trimestre. Neste segmento, os resgates superam os depósitos em US$143,78 milhões.

Os bancos de varejo tiveram destaque entre as instituições que mais captaram recursos. O Banco de Brasil liderou a lista com US$ 2.26 bilhões no trimestre, seguido pela Caixa Econômica Federal com US$ 663,64 milhões e Banco Bradesco com US$403,76 milhões.

A indústria de fundos do México encerrou o trimestre com captação de US$ 1,99 bilhões, crescimento líquido de 6,13%. O impulso esteve concentrado nos fundos de Renda Fixa, onde os depósitos superaram os saques em US$ 2,27 bilhões. No lado oposto ficaram os fundos de cobertura cambial e de ações, com resgates de US$ 198,43 milhões e US$ 71,53 milhões, respectivamente.

Os fundos de investimento da Argentina apresentaram o maior índice de crescimento da região no primeiro trimestre: 29,42%. A captação atingiu US$ 600,40 milhões, sustentada nas aplicações de investidores institucionais nos fundos de Prazo Fixo e Renda Variável.

No Chile, os fundos encerraram o trimestre com decréscimo de 0,60%. Os fundos de Renda Variável apresentaram captação positiva de US$ 82,79 milhões, valor insuficiente para compensar a saída de recursos nos fundos de Renda Fixa, que atingiu US$ 202,91 milhões.

A indústria de fundos do Peru continuou a sua boa performance e registrou captação US$ 11,52 milhões no trimestre, crescimento líquido de 0,56%.

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