Conselheiro de gestão de risco
ganha espaço
No Brasil, pouca gente ouviu falar ou sabe qual é o papel
de um consultor financeiro, ou gestor de risco. Em outras localidades,
porém, como nos Estados Unidos, esse prestador de serviços,
conhecido como advisor (conselheiro, em inglês), é
comum no dia-a-dia de muita gente.
Devido ao reconhecimento desse profissional há uma série
de associações e organizações ligadas
ao tema. Da mesma forma que as pessoas contam com as orientações
de um advogado e de um contador de confiança, o conselheiro
financeiro ganha espaço e torna-se um profissional cada vez
mais requisitado no mercado.
De acordo com Thomas Reaoch, conselheiro da RC Invest, de Campinas,
ainda não é hábito no Brasil contar com ajuda
profissional na hora de se proteger financeiramente. “Mas
nosso olhar profissional permite enxergar riscos e oportunidades
que as pessoas normalmente não vêem”, afirma.
“Nós seguimos alguns modelos dos Estados Unidos, e
associações, organizações e publicações
já bastante reconhecidas, como a Nafep (www.nafep.com), que
é a associação nacional de finanças
e planejamento financeiro,e patrimonial, que existe desde 1993,
a Naifa (www.naifa.org), associação nacional dos conselheiros
de seguros e financeiros, entre outras”, completa.
Segundo Thomas, o conselheiro tem uma atuação que
difere da atividade do consultor. “O consultor normalmente
é chamado para resolver questões específicas,
por um tempo determinado”, explica. “Nosso trabalho
de aconselhamento de riscos não tem fim. Estabelecemos uma
relação de confiança com o cliente e o acompanhamos
em todas as fases da vida”, completa Luiz Marzo, que integra
a equipe de conselheiros da RC Invest.
Ao contrário do que pode parecer à primeira vista,
o trabalho do conselheiro financeiro é importante não
apenas para quem tem altos ganhos financeiros, mas é acessível
a todos os níveis, incluindo executivos, profissionais liberais,
recém formados, entre muitos outros.
“Para quem está iniciando a carreira profissional,
o conselheiro financeiro é importante para auxiliar no planejamento
de gastos, definindo os melhores meios de poupar e investir, pois
esta é o inicio da fase de maior produtividade do indivíduo”,
informa Luiz.
Para aqueles que já estão consolidados no mercado
de trabalho e já constituíram uma família,
o momento é de manter o patrimônio conquistado, fazê-lo
crescer e planejar a transição do mesmo.
Nesta fase, o conselheiro financeiro orienta sobre os melhores
planos de proteção e defesa para os riscos financeiros
e manutenção do padrão de vida. Atualmente,
a partir dos 50 anos, tem início a chamada segunda vida,
em que a pessoa quer usufruir do seu patrimônio, ou esta iniciando
uma nova carreira, ao mesmo tempo em que quer garantir que seus
herdeiros sejam protegidos.
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