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Lesões por Esforço Repetitivo atingem mais as mulheres

As mulheres são as que mais sofrem com as lesões por esforço repetitivo, afirmou dr. Sérgio Gama, médico Ortopedista e Cirurgião da Mão do Hospital 9 de Julho, na última edição do programa “Falando em Saúde”, promovido pelo Hospital. A palestra abordou as principais causas, formas de tratamento e prevenção das LERs (Lesões por Esforço Repetitivo).

“As mulheres são mais tensas e preocupadas que os homens, já que têm muitas responsabilidades. A mulher chega enfrentar duas e até três jornadas de trabalho enquanto os homens não”, disse dr. Gama. Atualmente a proporção é de 85% de mulheres para 15% dos homens que são diagnosticados com LER. A faixa etária mais afetada está entre os 20 e 40 anos. O problema ocorre com mais freqüência entre bancários, metalúrgicos, digitadores e montadores.

Entre as principais causas das LER estão o uso repetitivo ou forçado de grupos musculares, postura inadequada e fatores adicionais, tais como frio e estresse emocional. As lesões podem ter origens ocupacionais e por práticas esportivas, sendo as ocupacionais as mais recorrentes. As LERs podem afetar tendões, músculos, nervos, fáscias e ligamentos, de forma isolada ou conjunta, atingindo principalmente os membros superiores (braços e mãos), região escapular (parte alta das costas) e pescoço.

“O problema é que muitas vezes não temos uma patologia bem definida, já que muitas vezes o paciente se queixa de dores e os exames clínicos não apresentam alterações”, afirmou dr. Gama. O diagnóstico baseia-se então no histórico clínico, exame físico, exames complementares, análise do trabalho ou esporte praticado. Além disso, o médico que assiste ao paciente deve obter informações sobre suas condições de trabalho, emitindo parecer sobre a possibilidade ou não de desenvolver as atividades habituais.

Outro palestrante, Emerson Lessa de Souza, fisioterapeuta do Hospital 9 de Julho, afirmou que os tratamentos variam muito dependendo do caso. “Nos casos mais simples são utilizados analgésicos e imobilização local e, quando mais grave, são indicadas até cirurgias”. De acordo com o fisionterapeuta, o custo das LERs nos Estados Unidos já chega a U$ 563 milhões.

A cura das LER acontece em 100% dos casos que diagnosticados nos primeiros estágios. Nos casos mais graves a cura (integral ou parcial) dependerá da disciplina e de boas condições psicológicas do lesionado. No Hospital 9 de Julho cerca de 60% dos casos são resolvidos, contra 20% de pacientes que desistem no meio do tratamento e outros 20% que não alcançam a cura total.

Para prevenir as LERs é importante cadenciar toda atividade repetitiva, executando micropausas freqüentes numa razão mínima de 25 minutos de trabalho para 1 minuto de pausa, executando alongamentos para relaxamento. A correção de posturas corporais desfavoráveis com a adequação de máquinas, mobiliários, equipamentos e ferramentas às características corporais também auxilia na prevenção. Além disso, é importante estar sempre informado sobre as LER e suas causas, colaborando na adoção de medidas preventivas na instituição onde trabalha.


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