| Setor
de lazer é o que recebe menos cheque sem
fundos
Estudo mensal da Telecheque constatou que a liderança
de cheques honrados no mês de junho ficou
com o segmento de lazer (cinemas, teatros, boates
e termas), com 99,15% de transações
pagas. O número representa elevação
de 0,36% sobre o mesmo período do ano passado
(98,79%) e de 0,33% na comparação
com maio de 2005 (98,82%).
Em seguida aparece o setor de comércio
de automóveis, com 98,09% de cheques honrados.
O indicador foi 0,53% superior em relação
ao mês anterior (97,57%) e 0,13% inferior
no comparativo com junho de 2004, quando houve
98,22% de compras pagas.
Nas farmácias, terceiro segmento com melhor
desempenho, o índice de transações
pagas foi de 97,82%. O indicador de inadimplência
(1,79%) apresentou queda nas duas bases de comparação:
de 13,9% frente ao de maio (2,08%) e de 9,59%
frente ao de junho do ano passado (1,98%).
"O grande volume de cheques honrados no
segmento de lazer é um sinal de que os
consumidores direcionam parte do seu rendimento
para este fim quando realmente dispõem
de recursos no seu orçamento e de que planejam
estes gastos com maior segurança",
afirma José Antônio Praxedes Neto,
vice-presidente da Telecheque.
Entre os segmentos com maiores indicadores de
inadimplência, a primeira posição
ficou com o setor de calçados esportivos,
que obteve índice de cheques devolvidos
de 4,43%, alta de 7% frente ao do mês de
maio (4,14%). Já em relação
ao de junho de 2004 (2,96%), a elevação
foi de 49,66%.
"A elevada inadimplência em segmentos
como o de calçados esportivos se deve,
em grande parte, às compras por impulso,
já que nele é comum o forte apelo
promocional e as campanhas agressivas de concessão
de crédito, o que, muitas vezes, levam
os consumidores a adquirir produtos sem real necessidade",
diz Praxedes. "Nestes segmentos com maior
risco de devolução de cheques é
primordial a oferta de crédito parcelado
com entrada à vista, pois o indicador de
inadimplência tende a ser muito menor com
esta condição, ao contrário
do que acontece com os parcelamentos sem entrada",
afirma.
Na segunda posição, o segmento
de eletrodomésticos apresentou índice
de inadimplência de 4,28%. Houve crescimento
de 36,74% no comparativo com junho de 2004, com
indicador de cheques devolvidos de 3,13%, e de
54,51% na comparação com o indicador
do mês de maio (2,77%).
O setor de cosméticos e perfumarias ficou
em terceiro lugar ao registrar índice de
cheques devolvidos de 4,22%. Frente ao indicador
do mês de anterior (3,64%) verificou-se
alta de 15,93%. Já comparado ao de junho
de 2004 (4,47%) foi constatada queda de 5,59%.
Nas lojas de roupas unissex o índice de
inadimplência, de 3,82%, representou alta
de 20,88% comparado ao registrado no mês
de maio (3,16%) e de 51,58% em relação
ao mesmo período do ano passado (2,52%).
O índice de cheques honrados foi de 95,10%.
Nos supermercados o índice de cheques devolvidos
foi de 3,47%, com elevação de 4,9%
em relação a maio (3,31%) e de 24,5%
no comparativo com junho de 2004 (2,79%). O índice
de cheques honrados foi de 95,76%.
No segmento de acessórios automotivos
foi verificado índice de inadimplência
de 3,07%. O percentual foi 52,4% superior ao registrado
na pesquisa de junho do ano passado (2,01%) e
4,1% inferior ao índice do mês anterior
(3,20%). O índice de transações
pagas foi de 96,40%.
O setor de materiais de construção
apresentou índice de honrados de 97,42%.
Já o indicador de cheques devolvidos foi
de 2,20%, o que representou crescimento de 0,45%
comparado ao de maio (2,19%) e de 2,08% em relação
ao mesmo período de 2004 (1,82%). "O
índice de inadimplência nas lojas
de materiais de contrução se apresenta
baixo, pois neste segmento é característico
o parcelamento a longo prazo, com exigência
de uma entrada", explica Praxedes.
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