| Grande
varejo cresceu mais que pequeno no semestre
Estudo da Serasa, com base nos balanços
de junho/2005 com cerca de 1.300 empresas de capital
aberto e fechado, mostrou que a conjuntura econômica
favoreceu o comércio no 1° semestre
do ano.
O faturamento das grandes empresas do comércio
apresentou crescimento de 7,2% no primeiro semestre
de 2005, já descontada a inflação,
em comparação com igual período
de 2004, que havia crescido 3,5% quando comparado
ao ano de 2003. O faturamento das pequenas e médias
empresas também tiveram crescimento, 6%
em 2005, contra 3,5% em 2004.
O desempenho do comércio foi impulsionado
pela venda de bens duráveis, com destaque
para o comércio de veículos, cujas
vendas das grandes empresas cresceram 22,3% no
período, enquanto nas pequenas e médias
o crescimento foi de 16,9%.
Em 2005, o comércio de veículos
foi beneficiado pela ampliação da
motorização bicombustível,
que representou 62% das vendas de veículos
em agosto segundo dados da ANFAVEA, pelos lançamentos
de novos modelos e pela reestilização
de algumas linhas. Também favoreceram,
as menores taxas de juros cobradas em financiamento
deste tipo de bem, que são menores que
as cobradas em outras modalidades de financiamento.
A estabilidade econômica, a elevação
do nível de emprego e a ampliação
da massa salarial contribuíram para o aumento
da confiança dos consumidores e a consequente
melhoria das vendas.
Outro destaque do comércio foi o desempenho
do segmento de combustíveis. As vendas
das grandes empresas desse segmento cresceram
13,2%, em razão da maior margem de repasse
da alta do petróleo, da oferta de um maior
mix de produtos e, ainda, pelo maior consumo de
álcool hidratado. Nas pequenas e médias
empresas o crescimento foi de 10,3%, visto que
tiveram menor margem de repasse da alta do petróleo.
Como contraponto ao bom resultado dos outros
segmentos, o de alimentos apresentou queda de
0,6% nas vendas das grandes empresas e 6,4% nas
pequenas e médias empresas. Tal comportamento
é conseqüência da forte deflação
de preços no 1º semestre do ano apresentada
por alimentos com grandes volumes comercializados
como arroz, soja, leite e carne, entre outros.
As grandes redes de supermercados tiveram um
impacto menor devido às promoções
que alavancaram as vendas de outros produtos,
ligados a eletrodomésticos e eletroeletrônicos,
o que não ocorreu no pequeno varejo.
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