| Região
da Faria Lima (SP) tem forte potencial imobiliário
Um estudo realizado pela consultoria
Jones Lang LaSalle aponta a região da avenida
Nova Faria Lima como o mais promissor pólo
de desenvolvimento imobiliário da cidade
– e a reurbanização do Largo
da Batata, alvo de duas operações
urbanas em curso naquela área, deverá
contribuir para tanto –, segundo a empresa
responsável pela pesquisa.
O estudo da Jones Lang LaSalle
apurou que a Reconversão Urbana do Largo
da Batata proporcionará benefícios
a toda a região da Faria Lima, como sua
valorização ambiental, melhor ordenamento
do fluxo de veículos, integração
de transportes públicos e inclusão
de novos espaços culturais, sem falar na
própria continuidade do crescimento imobiliário
no trecho final da avenida Faria Lima.
“A região já é um dos
endereços mais promocionais e valorizados
da cidade no tocante a espaços comerciais
e corporativos”, diz Sandra Ralston, presidente
da Jones Lang LaSalle Brasil.
Segundo a executiva, há
cerca de cinco anos houve ali um aumento do espaço
ocupado por escritórios da ordem de 140
mil m², o que dificultou a situação
de motoristas na região. “Este problema,
no entanto, começou a ser solucionado com
a realização de obras na região”,
diz Sandra.
A executiva se refere ao prolongamento da avenida
Helio Pellegrino e interligação
com a rua Funchal; à passagem de desnível
entre as avenidas Faria Lima, Cidade Jardim e
Nove de Julho; e à passagem em desnível
entre as avenidas Faria Lima, Rebouças
e Eusébio Mattoso.
Outras obras que ainda serão
realizadas também deverão melhorar
a situação do trânsito na
área e incentivar os investidores imobiliários
a lançar projetos comerciais – o
terminal de ônibus do Largo da Batata será
remanejado para local próximo ao da atual
estação Pinheiros da CPTM.
“O Metrô também chegará
à região, com a construção
da estação Faria Lima”, lembra
Sandra Ralston. A reurbanização
do Largo da Batata exigirá investimento
da ordem de R$ 70 milhões, valor que resultará
da emissão de CEPAC´s, isso sem contar
o valor que o Estado de São Paulo despenderá
para a construção do Metrô.
Mas ao contrário do que se desenha para
aquela área nos próximos anos, desde
que os projetos públicos previstos sejam
efetivados – segundo reforça o estudo
da Jones Lang LaSalle - o cenário atual
do mercado imobiliário na região
não vive seus melhores dias.
“A região foi certamente
uma das mais atingidas pelas instabilidades econômicas
dos últimos anos, e para que o quadro fosse
agravado construiu-se ali um estoque de escritórios
de alto padrão fora do comum, elevando
a oferta e fazendo cair os preços dos aluguéis”,
finaliza Sandra.
Números da própria Jones Lang LaSalle
demonstram que o estoque de edifícios de
alto padrão saltou de 91. 593 m² em
2000 para quase 250 mil m² em 2004, número
que permanece este ano. As taxas de vacância,
contudo, vem apresentando lenta queda –
41,87% em 2004 e 36,81% no primeiro semestre deste
ano.
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