| Pesquisa
revela aumento do emprego na pequena empresa
A análise apresentada pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) mostra que as micro e pequenas empresas
continuam tendo um papel fundamental na economia
brasileira. Em 1996, o pessoal assalariado correspondia
a 14,8 milhões e, em 2003, este número
subiu para 19,1 milhões.
Mais de 58,5% destes novos postos
de trabalho foram gerados por empresas com até
29 pessoas ocupadas. Ao contrário das empresas
com cem ou mais pessoas ocupadas, que reduziram
esta participação em sete pontos
percentuais, as micro e pequenas empresas aumentaram
em 6,4 pontos percentuais.
Estas foram algumas das conclusões apresentadas
pelo IBGE, que analisou dados que fazem parte
das Estatísticas do Cadastro Central de
Empresas (Cempre) composto por unidades formalmente
inscritas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica
da Secretaria da Receita Federal. O IBGE concentrou-se
na análise de empresas com empregados.
Neste período, observa-se que a indústria
continua sendo a principal atividade econômica,
mas diminuiu sua participação em
empregos e salários. O comércio
foi a única atividade que aumentou sua
participação relativa, segundo o
número de empresas, passando de 48,4% para
52,2%, e a que apresentou maior aumento na participação
relativa de emprego. Na avaliação
de Denise Guichard, gerente de Planejamento e
Análise de Dados, isso se explica porque
o comércio se apresenta como uma alternativa
onde não é tão necessário
um conhecimento específico ou altos investimentos.
Levando-se em conta as empresas com 100 ou mais
pessoas ocupadas, constata-se que, entre 1996
e 2003, diminuiu em sete pontos percentuais a
participação do pessoal assalariado,
passando de 56,9% para 49,9%. Enquanto isso, nas
empresas com até 29 empregados, este percentual
subiu de 27,7% para 34,1%. Embora a concentração
de altos salários ainda esteja nas grandes
empresas, a diferença entre estas e as
que possuem até 29 pessoas ocupadas diminuiu
de 2,85 vezes, em 1996, para 2,52 vezes, em 2003.
Novas empresas
O IBGE também apresentou números
mostrando que, neste período de 1997 para
2003, foram criadas 620 mil novas empresas e,
excluindo as que não sobreviveram, houve
um aumento real de 193 mil novas empresas. Quando
se trata de empresas com empregados, as médias
anuais foram de 120 mil nascimentos e 58 mil mortes.
Na faixa com até 99 empregados, a taxa
de natalidade supera a de mortalidade, enquanto
nas empresas com 100 ou mais empregados o movimento
é inverso.
Pelos dados apresentados pelo IBGE, constata-se
também que o setor de comércio tem
mais empresas, e a indústria emprega mais.
Apesar disso, este setor reduz sua participação
no número de empregados em 2,7 pontos percentuais,
entre 1996 e 2003. A construção
ocupa a quinta posição entre as
atividades mais importantes em emprego. No entanto,
ocupa a segunda posição entre as
que mais perderam no total de pessoas assalariadas
no período, passando de 6,2% para 5,4%.
Por região
Outra mudança significativa apresentada
pelo levantamento do IBGE diz respeito à
região Sudeste. Os dados regionais mostram
que, apesar de ainda concentrar o maior contingente
de estabelecimentos do País, esta foi a
única região que reduziu sua participação
nacional, passando de 57% em1996 para 52,2% em
2003. Este movimento é reflexo da perda
de 3,2 pontos percentuais em São Paulo
e 1,9 ponto percentual no Rio de Janeiro.
As demais regiões aumentaram sua participação,
sendo que o maior crescimento (1,8%) foi do Nordeste,
influenciado, principalmente, pelos estados da
Bahia (0,7%) e Ceará (0,3%). "Apesar
das perdas, há um ganho de pessoal assalariado
nos setores de serviços mais forte em São
Paulo, e comércio mais representativo no
Rio de Janeiro", ressalta Rogério
Malheiros, pesquisador do IBGE.
Constituído a partir das pesquisas econômicas
anuais do IBGE nas áreas de indústria,
comércio, serviços e construção
e, ainda, da Relação Anual de Informações
Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho,
o Cadastro Central de Empresas registrou 5,2 milhões
de pessoas jurídicas formalmente constituídas
e inscritas no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica
(CNPJ) em 2003.
Serviço:
Agência Sebrae de Notícias
- (61) 3348-7494
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