| Cresce
a demanda pela metodologia Seis Sigma
Aumenta o número de empresas
que adotam a metodologia Six Sigma de melhoria
de processos, com reflexos positivos, inclusive,
na oferta de mão-de-obra especializada.
Há três anos, a Ford precisou trazer
instrutores americanos para realizar o treinamento
da metodologia. Hoje, há consultores brasileiros
capacitados em atingir o objetivo do Six Sigma,
que é mudar a forma de pensar e agir com
relação aos processos, reduzindo
o número de defeitos e desperdícios
gerados.
"Em uma empresa com processos
altamente repetitivos, como produção
de bens de consumo ou atendimento de clientes
em call center, 99% de rendimento pode
representar mais de 8.000 defeitos (ou não-conformidades)
por milhão de vezes que se repete o processo",
diz Enio Feijó – diretor do Six Sigma Institute
do Brasil.
Segundo Feijó,
na linguagem Six Sigma, 99% de rendimento corresponde
a 3,8 Sigma. "Você pode imaginar esse
número de defeitos em um ambiente hospitalar,
com centenas de pacientes sendo medicados três
ou quatro vezes ao dia?
E se falarmos
em operações de vôo, onde
milhares de pousos e decolagens ocorrem diariamente?".
De acordo com o consultor,
que participou de todo processo de implantação
da metodologia na Ford na América do Sul,
o objetivo é atingir um rendimento de 99,99%,
reduzindo o número de defeitos para apenas
quatro – ou, mais precisamente, 3,4 por milhão
de oportunidades. Isto é Six Sigma.
Feijó explica
que cada nível Sigma se relaciona com uma
quantidade de defeitos e de rendimento, possibilitando
comparar processos diversos e até empresas
de diferentes ramos de atividade. Veja a tabela
que relaciona nível Sigma com a quantidade
de defeitos ou não-conformidades:
| Rendimento |
Nível
Sigma |
Defeitos
Por Milhão de Oportunidades |
| 69,10% |
2
Sigma |
308.537 |
| 93,30% |
3
Sigma |
66.807
|
| 99,38% |
4
Sigma |
6.210 |
| 99,997% |
5
Sigma |
233 |
| 99,997% |
6
Sigma |
3,4 |
No Brasil, algumas
empresas já estão seguindo os passos
de Jack Welch, que iniciou a implantação
de Six Sigma na General Eletric em 1995 e conseguiu
economizar US$ 8 bilhões entre 1995 e 2002.
Entre os clientes do Six Sigma Institute do Brasil
que já se beneficiam da aplicação
da metodologia Seis Sigma estão o Cartão
de Crédito Carrefour, a Johnson&Johnson,
a Visanet e a AACD.
O Six Sigma Institute
do Brasil foi criado em 2002 por Enio Feijó,
Sinval Daffre e Carmo Del Pino, profissionais
que participaram da implementação
da metodologia Six Sigma na Ford Motor Company
Brasil. A experiência deles é baseada
no treinamento de mais de 100 Champions,
400 Green Belts e 120 Black Belts
(categorias de Expertise).
Coordenando um núcleo
de consultores capacitados na eliminação
de desperdícios, redução
de custos e aumento da satisfação
do cliente, já atuaram em mais de 450 projetos.
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