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Fuja da armadilha do crediário no final de ano

Parcelar em até 90 dias o valor total das compras e não comprometer mais do que 30% da renda familiar com essas aquisições é o ideal no final do ano. A indicação é do presidente do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), Araken de Carvalho Novaes, que desaconselha financiamentos longos. Segundo ele, as compras podem conter armadilhas não percebidas.

Boa parte dos consumidores não costuma se preocupar com os juros a que estão submetidas as vendas a prazo, mas com o valor da prestação para não correr o risco da inadimplência e do registro no SPC. “Quanto maior o prazo, mais caro o juro cobrado”, adverte, lembrando que é necessário observar o tamanho do comprometimento das compras para que o consumidor não comece a sacrificar a si próprio.

Na avaliação de Araken Novaes, apesar da facilidade de obter crédito para consumir o brasileiro vem se organizando e procura quitar as pendências financeiras cedo para voltar às compras no Natal.

Diante dessa constatação, a expectativa é a de que o volume de exclusões de registros da base de dados do SPC Brasil neste final de ano supere em quase 30% o verificado em 2004.

O executivo lembra ainda que novembro e dezembro também são oportunidades de programar o bolso para o ano seguinte. “Os primeiros meses são relevantes para o brasileiro que se depara com tributos fortemente sentidos no orçamento familiar, como o IPTU, IPVA e a volta às aulas, todos deverão vir reajustados na maioria dos estados brasileiros”, diz.


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