| Economia
estável puxa procura por novo emprego
A economia estável amplia a sensação
de segurança de quem está empregado.
Também faz com que muitos executivos estejam
propensos a trocar de emprego nos próximos
meses, em busca de melhores oportunidades. É
o que mostra a pesquisa "A Contratação,
A Demissão e a Carreira do Executivo Brasileiro
- 2005", realizada pelo Grupo Catho, entre
os meses de maio e julho. Foram ouvidos 31.000
profissionais.
Perguntados sobre se pensavam em procurar uma
nova colocação nos próximos
12 meses, 20,22% responderam ser pouco provável;
35,16% afirmaram que existe alguma possibilidade
e nada menos do que 44,63% responderam que era
altamente provável.
Segundo os técnicos da Catho, ao se detalhar
as respostas para a opção "altamente
provável", descobre-se nos níveis
hierárquicos mais baixos os maiores interessados
em trocar de emprego. Em cargos operacionais e
administrativos, com remuneração
de até R$ 2.000/ mês, o índice
é chega a 62%. Entre os diretores, essa
porcentagem é de apenas 25,15%.
Por outro lado, os executivos e profissionais
parecem estar bastante sossegados quanto ao perigo
de serem demitidos. Apenas 3,5% acreditam que
isso seja altamente provável nos próximos
12 meses. Enquanto que 71,22% afirmam ser pouco
provável.
"Parece que eles andam com a cabeça
nas nuvens ou agem como uma avestruz e não
reconhecem o perigo de serem demitidos",
diz a nota distribuída pela Catho, analisando
a pesquisa. Um exemplo são os estagiários.
Nada menos do que 63,64% acreditam ser pouco provável
serem demitidos nos próximos 12 meses.
Tamanho otimismo não se confirma na prática.
Segundo a Catho, o estágio termina em demissão
em mais de 90% dos casos.
Thomas Case, coordenador da pesquisa, aproveita
os dados do levantamento para alertar executivos
e empresas. Na sua opinião, as empresas
devem cuidar de seus planos de remuneração,
assegurando que a remuneração seja
compatível com a do mercado para que não
percam um exagerado número de funcionários.
Ele também recomendada a aplicação
freqüente de pesquisas de Cultura e Clima
Organizacional para detectar focos de descontentamento
dentro da organização. Um pequeno
descuido da administração da empresa
pode incentivar aqueles que já tinham uma
intenção prévia de procurar
outro emprego.
Com relação aos executivos, Case
recomenda olho vivo e cita Jack Welch, autor do
livro "Paixão para Vencer". Nele,
o mítico ex-presidente da GE diz que todo
ano a empresa deve mandar embora os 10% piores,
em média. Esse número cresce bastante
quando a organização lida com eliminação
de atividades ou está em processo de fusão.
Diante dessas possibilidades, diz Case, o executivo
deve tentar ser o mais realista possível
e entender que sempre existe o perigo de ser mandado
embora.
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