Carreiras & Gestão
Vida executiva corrida afeta a libido

Os executivos — homens e mulheres — estão habituados à corrida pelos bons resultados. No dia-a-dia, as cobranças são muitas. É preciso chegar à perfeição, ser melhor do que o concorrente. Ganhar pontos, share, reconhecimento pelo esforço, dinheiro. Enfim, uma vida estressante. E como fica a sexualidade diante de tanto estresse?

O médico Gilberto Ururahy, especialista em Medicina Preventiva, e que já acompanhou check-ups de mais de 25 mil executivos nos últimos 15 anos, mostra alguns números de uma pesquisa conduzida por ele mesmo e que fariam qualquer profissional parar para refletir sobre a sua qualidade de vida, já que o sexo está diretamente ligado à saúde física, mental e emocional de homens e mulheres.

Distúrbios de ereção:

Ø cerca de 68% são gerados pelo emocional, como a depressão e o estresse crônico, provocados pelo excesso de trabalho e problemas conjugais ou financeiros, entre outros. A ansiedade para o “bom desempenho” pode aumentar a insuficiência erétil;

Ø cerca de 23% têm causas diversas, como o uso de certos medicamentos (anti-hipertensivos, antidepressivos, redutores das gorduras sangüíneas, etc.), cirurgias, radioterapia, abuso de bebidas alcoólicas, fumo (a ação vasoconstrictora da nicotina) e drogas (maconha, cocaína, heroína, etc.);

Ø cerca de 6% têm causas orgânicas e são provocados por lesões de nervos, lesões vasculares, alterações do hormônio sexual masculino (testosterona) ou doenças metabólicas como o diabetes.

Libido feminina:

Ø o estresse crônico entre as mulheres de 30 a 45 anos de idade pode conduzi-las à depressão e, conseqüentemente, à queda da libido;

Ø os antidepressivos agravam a queda da libido.

Fatores que levam à queda do desejo sexual:

Ø alimentação desequilibrada = 80%

Ø estilo de vida competitivo e obsessivo por resultados = 70%

Ø vida sedentária = 65%

Ø pacientes com o peso acima do ideal = 60%

Ø uso regular de bebidas alcoólicas = 50%

Ø tabagismo = 40%

Ø insônia = 26%

Ø colesterol elevado = 25%

Ø hipertensão arterial = 19%

Ø depressão = 7%

Ø diabetes = 6%

O médico mostra ainda os números de uma pesquisa divulgada na França (2001), entre executivos de 39 e 45 anos de idade:

Ø 40% dos pesquisados afirmam que o estresse tem uma influência nefasta na sexualidade;

Ø 86% apontam redução na freqüência das relações sexuais ou a diminuição do desejo;

Ø 29% indicam que o estresse pode estar na origem dos verdadeiros distúrbios de ereção.

“O sexo faz bem ao coração e ao sistema nervoso. Homens e mulheres sabem disso. E quando as coisas não vão bem no quesito sexualidade, haja mau humor. O pior é que muitas pessoas nem se dão conta e acabam comprometendo a vida a dois e o seu bem-estar, pois nove entre 10 executivos da pesquisa francesa também afirmaram que ter uma relação sexual regular contribui para administrar o estresse”, diz o médico.


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