Pesquisas

Dono de celular trocaria de operadora se levasse o número

Estudo sobre tendências em tecnologia, concluído neste ano pela TNS InterScience, empresa de pesquisas Ad Hoc (sob encomenda), confirma a tese de que a manutenção do número do celular é hoje o maior empecilho para o cliente mudar de operadora.

Realizada junto a 500 pessoas residentes nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, dos sexos feminino e masculino e idades entre 18 a 60 anos, das classes A, B e C (critério Brasil), a pesquisa, conduzida por Renato Trindade, diretor de Planejamento para o setor de Technology da TNS InterScience, revelou que 87% afirmaram ser muito importante manter o mesmo número do telefone, enquanto 57% argumentaram que a troca do número seria o maior obstáculo para a mudança da operadora. Somente os mais jovens mostraram-se mais propensos a fazer a migração (18%).

Outro dado relevante do estudo é que a troca de aparelho celular nos próximos seis meses é um objetivo para 37% dos entrevistados, que disseram pretender gastar, em média, R$ 450 na compra. Os paulistanos pretendem despender, em média, R$ 515,41 para se manterem atualizados, quantia maior que a prevista pelos cariocas, R$ 347,25. A Morotola é a marca mais desejada (43% da amostra), seguida pelas coreanas LG e Samsung. Líder no mercado mundial, a Nokia aparece com apenas 14% da preferência.

Outro questionamento incluído no estudo, a hipótese de a empresa do telefone fixo ser a mesma do celular, revelou que 13% dos entrevistados acreditam que não terão nenhuma vantagem com esse tipo de operação. Entretanto, no Rio de Janeiro, 35% dos entrevistados se mostraram fortemente interessados em ter uma operadora única. “Isso é reflexo da atuação da Telemar, que está apostando fortemente na convergência tecnológica”, diz Trindade.

O estudo também abordou questões relativas a voz sobre protocolo de internet (VoIP). O percentual de pessoas que já ouviu falar dessa tecnologia é pequeno, em média 8% e, desse total, 29% já fizeram chamadas utilizando o sistema. Desse conjunto, metade utilizou o Skype, serviço que permite fazer ligações de computador para computador de graça ou para um telefone convencional com tarifas muito reduzidas. O conhecimento do VoIP é maior entre as pessoas da classe A (21%), frente aos 12% da B e 5% da C. O Skype é sistema mais utilizado (50% ) pelos entrevistados, seguido do Voitel (16%) e do Google Talk (6%).

Ao serem questionados se pretendem trocar de aparelho de celular nos próximos seis meses, 63% dos entrevistados responderam não e 37% sim. O público mais propenso a trocar (42%) é o mais jovem, na faixa de 18 a 34 anos. Entre os entrevistados que pretendem trocar seus aparelhos celulares nos próximos seis meses (37%), o valor médio que irão gastar na troca não é desprezível: R$ 449,62.

“Novos aparelhos de telefones celulares são itens muito presentes no wishlist dos consumidores. A Motorola está de volta como o objeto de desejo – a maioria (43%) elegeram essa marca, “em grande parte pelo seu sucesso na atratividade do V3 Razor”, antecipa Renato Trindade.

Segundo ele, lançamentos como o modelo SLVR podem contribuir ainda mais para esta recuperação de atratividade, que coloca a Nokia (14% apenas da preferência) em posição bastante sensível. Os aparelhos LG, que aparecem em segundo (17%) e Samsung (16%) estão atraindo os jovens, o que pode significar uma ascensão dessas marcas num futuro próximo”, analisa Trindade.


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