Pesquisas

Dia dos Pais não anima muito o comércio

O otimismo do empresário do comércio para o Dia dos Pais é o menor na comparação com outras datas comemorativas deste ano. É o que aponta a pesquisa inédita de Perspectiva Empresarial feita pela Serasa, entre 5 e 11 de julho, com o setor de comércio.

Para do Dia dos Pais deste ano, 32% dos empresários brasileiros esperam aumento do faturamento em relação à mesma data de 2005. Já para o Dia dos Namorados o crescimento era esperado por 35% dos entrevistados. No Dia das Mães, a taxa chegou a 37% dos executivos e na Páscoa foi de 44%.

A nova pesquisa da Serasa considerou uma amostra de 919 empresas do setor do comércio, representativas de todo o país e segmentadas por porte (pequeno, médio e grande) e região (Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste).

De acordo com a pesquisa, as grandes empresas do comércio são mais otimistas, 48% aguardam crescimento do faturamento com evolução média de 14%. Já as médias dividem-se em estabilidade, 37%, e crescimento, 38%. As pequenas dividem-se em estabilidade, 37%, e queda, 35%.

Na análise regional, a região Nordeste (47%) e a Norte ( 46%) esperam que o faturamento seja maior no Dia dos Pais deste ano, comparado com a mesma data do ano anterior. As regiões Centro-Oeste (23%) e a Sul (22%) são as que menos acreditam em alta.

Segundo o levantamento da Serasa, em relação às vendas físicas (quantidade) os empresários estão divididos: 34% apostam em aumento, 36% aguardam estabilidade para o Dia dos Pais e 30% queda, em relação a igual data comemorativa de 2005. As grandes empresas do setor são mais otimistas, 51% contam com alta das vendas e 41% das médias empresas compartilham da mesma perspectiva.

As regiões menos otimistas com o Dia dos Pais são novamente a Sul e o Centro-Oeste. Somente 20% da Sul e 29% da Centro-oeste esperam alta nas vendas físicas. Já a região Norte é a mais otimista. Cerca de 52% dos empresários acreditam em aumento.

De acordo com os técnicos da Serasa, os empresários brasileiros reduziram suas perspectivas para o Dia dos Pais por conta do maior endividamento da população e do aumento da inadimplência. Contribuíram também o recuo gradual dos juros e a lenta recuperação da renda e do emprego.

Sobre as formas de pagamento para as compras de Dia dos Pais, aposta-se que 42% , em média, sejam à vista, e 58% a prazo, mesma proporção verificada em datas anteriores.

De acordo com a pesquisa da Serasa, as vendas à vista serão priorizadas por dinheiro e cheque, totalizando 81% das transações. Nas vendas a prazo, a maior parte das empresas do comércio espera que predomine na hora do pagamento o financiamento ou crediário (41%), o cheque pré-datado (29%), seguido pelo cartão de crédito (27%).


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