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Receita
dos supermercados encolheu no 1º semestre
Segundo o Índice
Nacional de Vendas da Abras (Associação
Brasileira de Supermercados), os supermercados
apresentaram queda real de 2,74% no faturamento
no acumulado do primeiro semestre. No mês
de junho, o Índice de Vendas da Abras calculado
pela ACNielsen caiu 2,28%, em valores reais, em
relação ao mesmo mês do ano
anterior.
O fenômeno pode ser conseqüência
da falta de dinheiro da população
e da estabilidade da moeda que têm provocado
uma queda contínua e progressiva nos preços
dos produtos.
É o que confirma o indicador
AbrasMercado, calculado pela GfK Indicator, que
caiu 4,09% no primeiro semestre. O AbrasMercado
resulta de um monitoramento dos preços
de 35 produtos de largo consumo. O preço
total dessa cesta de produtos foi de R$ 189,90
em junho, o menor valor desde outubro de 2005,
quando começou a ter seu preço reduzido
mês a mês.
Os produtos que apresentaram maiores
quedas no acumulado do semestre foram: tomate
(44%), batata (33%), frango congelado (21%), pernil
(13%), carne dianteiro e leite em pó integral
(11%), carne traseiro e queijo prato (8%) e óleo
de soja (6%).
“A queda nos preços
beneficia duplamente o consumidor que aproveita
os preços mais baixos para economizar e
pagar dívidas antigas”, explica João
Carlos de Oliveira, presidente da Abras.
Na avaliação da
Abras, a estimativa inicial que apontava um incremento
de 2 a 3% no faturamento do setor em 2006 em relação
a 2005, foi revista e deve ficar em torno de 1,5%.
“Infelizmente, estamos reavaliando a previsão
inicial em razão do resultado negativo
apresentado até agora, que será
difícil de recuperar”, afirma Oliveira.
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