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Droga Raia tem 115 vagas para portadores de necessidades especiais

A Droga Raia anuncia a abertura de 115 vagas para portadores de necessidades especiais em toda a rede, composta por 139 lojas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. As contratações serão realizadas até abril.

Para o preenchimento das vagas, não há limite de idade nem necessidade de experiência. “Embora seja desejável ter o 2º grau completo, dependendo da vaga a capacidade para ler e escrever pode ser suficiente”, diz Marta Pipponzi, diretora de RH da Droga Raia. A seleção consiste em análise dos currículos e entrevistas com os candidatos.

Os aprovados poderão trabalhar nas lojas, no depósito ou na sede da Droga Raia. Nas filiais, o cargo é de suporte operacional: recepção e encaminhamento de clientes; empacotamento de compras no caixa; e organização de produtos nas gôndolas. Na matriz e no centro de distribuição, a função é de suporte administrativo: registro de informações; organização de materiais; conferência de documentos; e serviços gerais.

A carga de trabalho é de cinco horas diárias, de segunda à sexta-feira. Os benefícios incluem treinamentos para a função determinada, vale-transporte, vale-refeição, convênios médico, odontológico e farmacêutico, seguro de vida em grupo, bolsa de estudos e participação nos lucros e resultados da empresa.

Os treinamentos são ministrados no próprio setor de trabalho, pelo gerente ou responsável da área. A Droga Raia pretende, inclusive, desenvolver cursos de capacitação específicos para portadores de necessidades especiais exercerem suas funções na empresa.

“É nosso dever promover a inclusão social e cumprimos o nosso papel por meio da capacitação e geração de oportunidades reais de carreira para os portadores de necessidades especiais”, afirma a diretora de RH da Droga Raia.

Há mais de três meses na Droga Raia, Janete Aparecida de Souza trabalha como atendente do núcleo de Televendas, monitorando a entrega de medicamentos e produtos de perfumaria aos clientes. “As empresas não contratam portadores de necessidades especiais para não ter trabalho”, diz. Com luxação congênita no quadril, ela tem planos de fazer carreira na empresa e cursar uma faculdade. “A partir dessa oportunidade, pretendo crescer e me desenvolver aqui.”

Assistente de Folha de Pagamento da área de Recursos Humanos (RH) da Droga Raia, Sérgio Fernandes considerava difícil encontrar um bom emprego em uma grande empresa. “Queria uma chance para mostrar que posso fazer o mesmo que outras pessoas, apesar da poliomielite. Agora quero voltar a estudar e permanecer bastante tempo no RH.“

Rosanice Roseira passou por um transplante de córnea aos 12 anos, mas o estrabismo persistiu e ocasionou a perda de 70% da visão em um dos olhos. Nove anos antes, uma queimadura havia provocado a amputação de um dos seus pés. A soma de problemas, contudo, não a fez desistir. Também na área de Televendas, Rosanice está na fase de treinamentos específicos para atendentes oferecidos pela Droga Raia. “Quero fazer outros cursos para me aprimorar e progredir na empresa.”


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