Pesquisas

Imóveis da Faria Lima têm queda da taxa de vacância

Boas novas para o mercado de escritórios de alto padrão na região da avenida Brigadeiro Faria Lima, segundo um estudo que a consultoria Jones Lang LaSalle acaba de concluir.

Os dados divulgados pela empresa mostram que depois de três anos consecutivos com baixa de ocupação nos espaços classes AA e A, a Faria Lima reagiu e as taxas de vacância desses edifícios já se aproximam das de outras boas áreas da capital - Vila Olímpia, Marginal Pinheiros e Alphaville -, de 28%, em média.

Nos últimos anos, a região da Faria Lima chegou a registrar elevadas taxas de vacância em seus edifícios comerciais, sobretudo nos de alto padrão – no ano de 2002, o índice foi de 29,72% e em 2003 chegou a inacreditáveis 44,57%.

Já entre os anos de 2003 e 2004, a taxa de vacância teve redução de apenas 2,7%. Em 2005, porém, a redução da vacância foi expressiva: 11,6 pontos percentuais.

“Entre 2002 e 2003, o estoque duplicou na região e essa enorme oferta demorou a ser absorvida”, resume Sandra Ralston, presidente da Jones Lang LaSalle Brasil. “Até o final do ano, acreditamos que a região da Faria Lima terá taxa de vacância no patamar próximo à média atual da capital paulista, da ordem de 21%, mas com valor médio de locação até 20% maior”, complementa a executiva.

O início do desenvolvimento imobiliário da Faria Lima começou na década de 80, impulsionado pelo estoque voltado a profissionais liberais, com lajes menores e pequenos conjuntos.

“Sua proximidade com a avenida Paulista, maior centro financeiro da América Latina, atraiu os bancos de investimentos e a consolidou como uma das mais promissoras regiões para abrigar escritórios corporativos”, acrescenta Sandra Ralston.

De acordo com dados da própria Jones Lang LaSalle, a procura por imóveis comerciais registrou aumento nos três primeiros meses de 2006, movimentação que resultou numa queda da taxa de vacância de 19,65% no período - redução de 3,8% em relação ao mesmo período de 2005 e de 1,42% em relação ao trimestre anterior.

Outro dado positivo foi o da absorção líquida – espaço ocupado de um período menos o espaço ocupado do período anterior -, registrando cerca de 40 mil metros quadrados, superior em três vezes ao volume absorvido no mesmo período de 2005 e 7,5 mil metros quadrados a mais que no último trimestre de 2006.

As regiões mais procuradas pelas empresas nos três primeiros meses deste ano foram as da Berrini, com 25% de absorção líquida; Alphaville, 17% e Barra Funda, 18%.

O preço médio por metro quadrado caiu de R$ 46 para R$ 43. Esta queda é reflexo direto da absorção de espaços mais caros, pois uma vez locados são excluídos da média.

A região da Marginal Pinheiros foi a que registrou a maior redução de preços – 17%, de R$ 35 para R$ 29 o m². Em Alphaville e na Berrini os preços subiram 9%.


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