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Saiba
quando é hora de pedir o boné
Um emprego que reuna satisfação
pessoal, aprendizado constante, ambiente agradável
e ganhos financeiros é o sonho de qualquer
profissional. Difícil é encontrar.
Ainda assim, muitos passam anos e anos no mesmo
lugar, sem tentar novas oportunidades.
De fato, pouca gente consegue
perceber a hora certa de mudar de emprego. Dos
que percebem, só uma pequena parcela transforma
isso em ação. A maioria só
busca uma nova ocupação quando está
no limite do suportável, ou quando sente
que pode ser demitida.
Nem sempre dá tempo. No
mais das vezes, os profissionais descobrem que
a situação está insustentável
muito tarde e acabam demitidos, sem perspectivas
de uma nova colocação. Segundos
os especialistas, isso acontece porque nos deixamos
levar pelos salários e benefícios
oferecidos pelo empregador, que nos trazem uma
certa segurança, e esquecemos de investir
no crescimento profissional.
Mas é sempre bom lembrar
que a qualidade do emprego vai além de
um gordo salário. É fundamental
que o profissional possa se desenvolver no trabalho,
possa crescer. Enquanto houver esta chance, vale
a pena continuar na empresa. Se, ao contrário,
não aparecer a possibilidade de evolução,
ou, pior, o funcionário mais ensina que
aprende, a melhor coisa a se fazer é ir
ao mercado em busca de uma nova posição.
Aqui vai uma dica de headhunter,
aquele especialista em caçar talentos:
o ideal é permanecer no máximo dois
anos em cada função. Neste prazo,
é possível atingir uma situação
bastante confortável. Dá tempo,
por exemplo, de dominar completamente os processos
e as atividades da função. Depois
disso, a mira deve se voltar para um cargo superior,
ou para o mercado, se a porta da promoção
não se abrir.
Qualquer que seja o momento, estar
de olho sempre aberto para as chances do mercado
é fundamental. Essa atitude, que deixa
alguns profissionais desconfortáveis, não
significa estar pronto para trair a empresa a
qualquer momento. Lembre-se: ela também
avalia os passos da concorrência para poder
traçar os seus. No caso do profissional,
isso é que vai definir se a porta da rua
será aberta um dia ou se ficará
solidamente trancada. Caberá a ele a prerrogativa
de definir a hora de ir embora.
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