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Confiança
do consumidor cai 2,9% em junho
A violência que tomou conta
da cidade de São Paulo no mês de
maio abalou o otimismo dos moradores da Região
Metropolitana de São Paulo. É o
que aponta o Índice de Confiança
do Consumidor (ICC) da Federação
do Comércio do Estado de São Paulo,
que regrediu de 138,7 pontos (dados de maio),
para 134,7 pontos em junho, ou seja, uma retração
de 2,9% em relação ao mês
anterior. Na comparação com junho
de 2005 esta queda foi ainda maior, 3,1% em uma
escala que vai de 0 a 200, na qual 0 é
o menor nível e 200 representa o maior
patamar
Na pesquisa efetuada na sexta-feira
após ao início dos ataques, a queda
no ICC geral foi de 7,5%, e de 26,9% no grupo
de consumidores com renda superior a 10 salários
mínimos. Estes resultados evidenciam que
o sentimento de insegurança atingiu mais
intensamente a classe média paulistana.
Outro dado interessante foi a diferença
de percepção entre homens e mulheres.
Entre o público masculino, normalmente
mais otimista que o feminino, a queda foi de 4,7%
em relação ao mês anterior.
Já no universo feminino a retração
ficou em 1,1%.
Segundo o presidente da Fecomercio,
Abram Szajman, este resultado é fruto das
diferenças de percepção dos
consumidores das diversas faixas de renda.
"A estagnação
do emprego e da renda, o risco da inadimplência
e o atual patamar da taxa Selic parecem afetar
mais o humor dos consumidores com renda superior,
que estão menos confiantes em relação
ao presente. Já os de renda mais baixa
estão mais otimistas quanto ao cenário
atual do que em relação ao futuro,
isso graças a Copa do Mundo que costuma
melhorar oânimo das pessoas e aumentar sua
intenção de adquirir bens duráveis"
analisa Szajman.
O pessimismo afetou tanto as avaliações
do presente quanto do futuro. Segundo dados do
Índice de Condições Econômicas
Atuais (ICEA), a percepção do consumidor
em relação à situação
presente registrou retração de 5,5%
em junho em comparação ao mês
anterior, atingindo 124,7 pontos. Entre aqueles
com rendimentos superiores a 10 salários
mínimos o impacto foi ainda maior, queda
de 13,8%. Na faixa de pessoas com renda abaixo
de 10 salários mínimos o resultado
ficou em -0,4%.
O Índice de Expectativas
do Consumidor (IEC), que mensura o sentimento
do consumidor quanto às condições
futuras de sua família e do país,
apresentou variação negativa de
1,2% ante o mês anterior, com 141,3 pontos.
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