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Crédito
para imóvel usado fica mais barato
A Pesquisa CRECI-SP indicou que
bancos privados e estatais aumentaram o leque
de opções e facilidades para obtenção
de financiamento, com destaque para a Caixa Econômica
Federal e a Nossa Caixa, que podem financiar 90%
ou até 100% do imóvel, com prazos
de até 20 anos, juros a partir de 6% ao
ano (CEF) e limite de idade até 80 anos.
Todos os bancos que dispõem
de crédito imobiliário para imóvel
usado melhoraram as condições de
obtenção de crédito.
"Um cenário gratificante
para nossa categoria que, há anos, vem
lutando solitariamente por melhores e maiores
facilidades para a população ter
acesso à casa própria, com liberdade
de escolher entre o imóvel novo e usado,
e ter, através do crédito individual,
maior poder de negociação",
observa José Augusto Viana Neto, presidente
do CRECI-SP.
O levantamento do CRECI-SP, feito
junto a dez instituições bancárias,
constatou várias alternativas para o consumidor,
desde juros iniciais menores até maiores
facilidades para comprovação de
renda.
A sensível redução
da parcela a ser paga à vista - e o conseqüente
aumento do valor a ser financiado - é certamente
o atrativo maior.
"Muitos compradores que dispõem
de alguma reserva financeira têm hesitado
bastante em fazer a aquisição pelo
temor do desemprego, preferindo continuar a pagar
um aluguel que poderia ser usado para pagar a
casa própria", lembra Viana.
A pesquisa CRECI-SP mostra que
os bancos criaram uma escala de juros progressivos,
que iniciam em um patamar mais baixo para depois
se estabilizar, como forma de ajudar o candidato
a mutuário a adequar sua renda às
condições de pagamento, na primeira
fase do financiamento de sua casa ou apartamento
usado.
A Nossa Caixa, banco estatal paulista,
oferece juros anuais de 7% nas 36 prestações
iniciais de empréstimos com valor até
R$ 40 mil; 8% ao ano para até 100 mil;
e 10% para financiamentos acima de R$ 150 mil,
segundo apurou a pesquisa CRECI-SP. O Unibanco
concede uma taxa de juros anual de 8% durante
três anos para imóveis de até
100 mil, que passa a 12% anuais no restante do
prazo para financiamentos pelo SFH.
O banco HSBC tem juros de 8% ao
ano para os primeiros 36 meses e 10,7% para o
restante do prazo nos financiamentos de R$ 50
mil e R$ 100 mil, nos empréstimos pelo
SFH. O Bradesco tem planos com juros começando
em 8% nos primeiros 36 meses para imóveis
de R$ 120 mil, praticamente o mesmo percentual
do Santander Banespa (7,95%) para imóveis
de R$ 40 mil a R$ 120 mil, na linha de crédito
Super Casa Própria.
O Santander Banespa tem também
um plano diferenciado, em que os juros começam
em percentual maior e diminuem depois de alguns
anos - nos financiamentos para imóveis
de R$ 120 mil a R$ 350 mil, os juros são
fixados em 10,95% ao ano do primeiro ao décimo
ano, caindo para 8,95% a partir do décimo
primeiro ano.
A Caixa Econômica Federal
(CEF) é a instituição que
tem a menor taxa de juros, segundo a pesquisa
CRECI-SP - 6% ao ano nos empréstimos pela
Carta de Crédito FGTS. A maior taxa de
juros - 18,45% - é a cobrada pelo banco
Santander Banespa nos empréstimos da modalidade
Super Casa 20 SFH e Carteira Hipotecária.
O maior prazo que os bancos oferecem
para pagamento de empréstimo imobiliário
para comprar imóvel usado é de 20
anos, opção disponível no
Bradesco, no Santander Banespa, na Caixa Econômica
Federal e na Nossa Caixa. Nos demais bancos pesquisados
pelo CRECI-SP, o prazo só vai até
15 anos.
A pesquisa CRECI-SP constatou
que a CEF é o banco que faz a menor exigência
de renda para concessão de empréstimo
- R$ 300,01 para financiamentos que começam
com o mínimo de R$ 3.000,00 e dos quais
ela financia até 90% do valor. A Nossa
Caixa vem em segundo lugar, com R$ 400,00 de renda
mínima e financiamento também de
90%.
Entre os bancos privados, é
o Bradesco que exige a menor renda mínima
- R$ 1.333.33, com financiamento limitado a 80%
do valor do imóvel. O banco também
oferece a novidade das prestações
fixas para empréstimos de até R$
250 mil, com juros anuais de 16% e prazo de pagamento
de 12 anos.
A maior renda mínima exigida
é a do BankBoston - recém-incorporado
pelo Itaú - estabelecida em R$ 4.000,00,
tanto para os planos do SFH quanto para os da
Carteira Hipotecária, com valores financiáveis
de R$ 40.000,00 a R$ 500.000,00.
A maioria dos bancos trabalha
com o Sistema de Amortização Constante
(SAC) no cálculo do valor das prestações
- em que as parcelas tendem a diminuir com o tempo
- e usa a Taxa Referencial de Juros (TR) como
fator de correção das prestações.
Mas é somente a Caixa Econômica Federal
(CEF) que se dispõe a atender uma necessidade
insuperável de compradores potenciais de
imóveis usados ou novos: o financiamento
do valor integral, ou seja, 100% do valor do imóvel.
A Nossa Caixa empresta 90% do
valor, mas a maior parte dos bancos pesquisados
pelo CRECI-SP fica mesmo no limite de 70% do valor
do imóvel, caso do Santander Banespa, Unibanco,
Sudameris, Real e HSBC. O Bradesco tem limite
de 80% do valor do imóvel nas linhas SFH,
SFH Light e Carteira Hipotecária.
Em algumas faixas de valor, existem
prestações fixas, juros progressivos,
e até liberação dos recursos
ao vendedor do imóvel 24 horas após
o registro do contrato.
"É certo que a ampliação
do crédito para imóveis usados -
geralmente o primeiro imóvel a ser adquirido
- tem o poder de alavancar todo o mercado imobiliário
e, principalmente a indústria imobiliária
e as Instituições Bancárias,
gradativamente, vêm criando maiores facilidades
para a aquisição. Pode-se prever
a constatação de que a inadimplência
neste tipo de aquisição é
muito baixa, e será ainda menor, quanto
maiores forem as facilidades, porque a última
coisa que alguém deixa de pagar é
sua casa própria", assevera Viana.
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