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Empresas
falham em segurança de TI
Uma nova pesquisa do CMO Council
revela que os executivos de marketing estão
falhando em coordenar a segurança da informação
no mundo digital. O estudo, “Assegure a
Confiabilidade da sua Marca: Como Segurança
e Integridade de T.I. Influenciam Marcas Corporativas”,
foi produzido pela Symantec, Factiva, Zyman School
of Brand Science at Emory University e pelo CMO
Council.
Foram entrevistados 2000 consumidores
na América do Norte e Europa, bem como
25 executivos de marketing. O estudo trata de
como a segurança causa impactos no desempenho
dos negócios, na confiança do cliente
e na reputação da marca.
Os resultados são surpreendentes.
De acordo com Scott Van Camp, diretor editorial
no CMO Council, 80% dos executivos afirmaram estar
preocupados com a segurança como algo que
diz respeito à organização,
mas apenas 40% relataram que a segurança
tornou-se um tema significante nas mensagens da
organização e de marketing; e somente
29% disseram ter um plano de contingência
para crises.
Com essas novas informações,
conforme Van Camp, os executivos de marketing
devem desempenhar um papel crescente no desenvolvimento
de planos de segurança em suas companhias,
pois as falhas afetam a marca. “Os executivos
de marketing estão extremamente preocupados
com segurança”, afirma Van Camp.
A parte do estudo relativa aos
consumidores aponta para a necessidade de tais
planos. Falhas na informação e perdas
de dados dos clientes causam impacto na lealdade
do cliente e no valor das ações
da empresa. De acordo com o diretor, cada violação
é equivalente a uma perda no valor total
de mercado (market capitalization) entre US$ 860
milhões e US$ 1,65 bilhão, por incidente.
Além disso, mais da metade
dos consumidores entrevistados disse que iria
reavaliar cautelosamente ou mudaria de empresa
caso suas informações pessoais fossem
comprometidas. O pior é quando se questiona
“Em que marca você confia mais?”
Poucos consumidores conseguiram mencionar um nome.
Mas para Van Camp, o estudo indica
uma oportunidade. “As marcas poderiam ganhar
visibilidade por meio da segurança e tornarem-se
conhecidas”, diz ele, acrescentando que
a oportunidade é de ganhar vantagem competitiva
utilizando mensagens responsáveis em relação
a lacunas na segurança ou política
de privacidade, nas comunicações
enviadas pelas empresas. “A partir do momento
em que passarem a agir assim, isso poderia tornar-se
um diferencial entre os concorrentes”.
Van Camp cita a ChoicePoint como
um ótimo exemplo de empresa que transformou
uma falha na segurança em uma oportunidade
de construção de marca. Em fevereiro
de 2005, o banco de dados, análises automáticas
e o provedor de e-mails avisaram a 145.000 consumidores
que seus arquivos haviam sido roubados.
Mas a maneira como a empresa respondeu
imediatamente em seguida ao ocorrido foi o que
impressionou Van Camp. A empresa desenvolveu um
website para que seus clientes encontrassem as
informações que precisavam para
proteger sua identidade roubada, ofereceram análises
de crédito gratuitas, colocaram um call-center
à disposição para responder
perguntas dos clientes prejudicados e ressaltaram
sua política de privacidade e plano de
uso responsável da informação
como pontos principais em suas comunicações
e no seu website.
“A segurança de algumas
empresas é algo que elas podem desejar
que permaneça desapercebido”, diz
Van Camp. “Mas insistimos que a segurança
pode ser usada como um diferencial competitivo”.
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