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Dia
das Mães ajuda e vendas no varejo decolam
Os brasileiros limparam o nome
em maio e foram às compras com vontade.
Realizaram aquisições com cheques
e no crediário em volume maior do que em
todos os outros meses deste ano. De acordo com
o SPC Brasil (Serviço de Proteção
ao Crédito), as compras nesse formato,
no varejo, foram 26.88% maiores em maio do que
em abril por exemplo. Quando as consultas feitas
para análise de crédito são
comparadas ao mesmo período de 2005, também
há crescimento. A elevação
na busca de informação para concessão
de crédito foi equivalente a 11.14%.
Para o presidente do SPC Brasil,
Araken de Carvalho Novaes, a multiplicação
das prestações oferecidas especialmente
por grandes redes de varejo é uma das explicações
para esse crescimento que tem gerado impacto também
no volume de inclusões de registro de inadimplência.
Além disso, deve-se considerar
que abril foi um mês atípico e sacrificado
para o comércio que contou apenas com 23
dias úteis (incluindo os sábados)
em razão dos feriados, pela quantidade
de domingos - foram cinco -, e pelo fato do mês
ter começado em um sábado que é
um dia pela metade, lembra Novaes. Ele salienta
que maio se destaca nessa comparação
por ser tradicionalmente um mês de compras
devido ao Dia das Mães e por mostrar os
primeiros reflexos do reajuste do salário
mínimo.
O aumento no volume de compras
ainda encontra sustentação na recuperação
de crédito, isto é, daqueles que
têm restrições para adquirir
bens com cheque e no crediário. As exclusões
de registros em maio superaram em 52.59% o verificado
em abril deste ano. O movimento positivo pela
reabilitação do crédito na
comparação com maio de 2005 foi
de 6.59%.
Desde dezembro, reduzir os valores
das prestações e aumentar os prazos
tem sido uma receita para atrair consumidores.
As prestações baixam e o consumidor
pode pagar em até 12 vezes em muitos casos.
As lojas estão conseguindo mais compradores,
isso está sendo medido, diz Araken Novaes
ao alertar que o brasileiro não faz contas
na hora de comprar com prestação
de baixo valor e não prevê as outras
despesas que terá durante o compromisso
assumido.
O resultado, destaca, é
o aumento da inadimplência quando os compromissos
se acumulam e não dá para pagar
o parcelamento. “Quanto maior a elasticidade
do crédito, maior o risco de inclusão
no SPC, é mais difícil ver inadimplência
em um crediário de duas parcelas de R$
50, por exemplo, do que em dez de R$10”,
alerta o presidente. O que se conclui desse movimento
que envolve grandes redes e as bases de informação
para análise de crédito é
que o poder aquisitivo do brasileiro diminuiu
realmente, avalia.
O volume de registros de inadimplência
na base de dados do SPC Brasil em maio também
evoluiu. Foi de 24.42% o crescimento das inclusões
de devedores no SPC em maio de 2006 em relação
ao mesmo período do ano passado. Na comparação
com abril deste ano, as restrições
ao crédito aumentaram mas em menor escala.
A base de dados do SPC Brasil recebeu 12.94% notificações
de inadimplentes a mais em maio com relação
a abril deste ano.
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