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Aumenta
9,5% número de consumidores de marca própria
O número de consumidores
de produtos de marcas próprias aumentou
9,5% e eles gastam 13% mais em suas compras do
que os clientes que não adquirem esse tipo
de mercadoria. É o que revela uma pesquisa
realizada pela LatinPanel. Outro levantamento
da ACNielsen mostra que o comércio de auto-serviço,
com cinco ou mais check-outs, teve um faturamento
de quase R$ 530 milhões exclusivamente
com a venda de itens de marca própria,
nos cinco primeiros meses de 2006.
De acordo com a gerente de Atendimento
ao Varejo da LatinPanel, Fátima Merlin,
o gasto de 13% a mais nas compras justifica-se
porque, ao economizarem no preço, os consumidores
de marcas próprias acabam levando também
mais itens de categorias não básicas,
como mercearia, higiene e limpeza, e produtos
mais elaborados, como petit suisse, molhos prontos
e requeijão. A preferência também
existe por conta da boa imagem que o consumidor
possui das marcas próprias. Prova disso,
é que requisitos como embalagens (66%),
qualidade (63%), exposição (62%),
preço (58%) e variedade (52%) são
considerados bom e muito bom pelos participantes
do estudo.
O levantamento da LatinPanel também
aponta que os consumidores de marcas próprias
geralmente comparam mais o preço entre
marcas (66%) do que dos produtos entre lojas (55%).
Diferentemente dos que disseram não comprar
marca própria, que preferem avaliar os
preços dos itens preferidos entre lojas
(70%) do que entre as marcas (58%). “Isso
prova que o consumidor de marca própria
é mais fiel à loja do que os outros,
que são mais leais às marcas tradicionais”,
avalia a coordenadora Geral da Indústria,
Neide Montesano, do Comitê Abras de Marcas
Próprias (Compro), composto por empresas
supermercadistas, atacadistas e da indústria
fornecedora de produtos de marca própria
e apoiado pela Abras.
Outra diferença entre o
comprador de marcas próprias e o das tradicionais
é o comportamento quando não encontram
o produto desejado na gôndola. Enquanto
a maioria dos consumidores das marcas tradicionais
compra outra marca do mesmo produto, os de marcas
próprias não levam nada em substituição,
principalmente nas categorias limpeza, bebidas
não-alcoólicas, alimentos perecíveis,
congelados e refrigerados, higiene e beleza, queijos
e frios, padaria, açougue e hortifrúti.
A pesquisa aponta ainda que, na
comparação entre os meses de junho
de 2005 e março deste ano, aumentou em
9,5% o número de pessoas que declararam
comprar produtos de marca própria, passando
de 58% pra 63,7%. Deste total, 7,3% sempre compram,
26,8% o fazem regularmente e 29,6% raramente adquirem
marca própria. “O consumidor experimenta
e isso gera a oportunidade do varejista fidelizá-lo
com a marca exclusiva da rede”, explica
o integrante do Compro, representante do varejo,
Marco A. Quintarelli.
“Diante desse cenário,
o setor parte para a inovação de
produtos. A preocupação deixou de
ser copiar os tradicionais e passou a ser a de
criar produtos exclusivos no mercado para conquistar
o consumidor. A diferenciação da
marca própria deve estar ligada basicamente
a cinco canais: saúde, bem-estar, conveniência,
prazer e ética”, completa Quintarelli.
As oportunidades apontadas no levantamento da
LatinPanel para reter consumidores que experimentam
marcas próprias são nas categorias
carnes (30%), hortifrúti (22%), pães
(21%), alimentos (14%), queijos e frios (14%),
limpeza (13%), higiene (11%) e bebidas (10%).
De acordo com o Comitê Abras
de Marcas Próprias, a estimativa para 2006
é que o setor atinja o faturamento de R$
8,1 bilhões. A previsão inclui um
aumento de 1 ponto porcentual nas vendas dos produtos
de marca própria, que atualmente representam
6% do faturamento total dos supermercados no Brasil,
ou seja, R$ 7 bilhões.
Dados da LatinPanel:
- Dos consumidores que sempre
compram marca própria (7,3%)
42% são das classes A e
B
56% são donas de casa com
idade entre 30 e 49 anos
31% dos lares possuem mais de
cinco pessoas
- Dos consumidores que compram
regularmente (26,8%)
72% são das classes C,
D e E
58% são donas de casa com
idade eb]ntre 30 e 49 anos
50% dos lares possuem entre três
e quatro pessoas
- Dos consumidores que raramente
compra (29,6%)
67% são das classes C,
D e E
49% são donas de casa com
idade entre 30 e 49 anos
30% dos lares possuem um ou duas
pessoas
- Dados gerais
86% do consumo de marcas próprias
está concentrado nas regiões Sul
e Sudeste
67% do consumo de marcas próprias
é realizado em regiões metropolitanas
10% dos produtos têxteis
consumidos são marca própria
6% dos eletrodomésticos
vendidos são de marca própria
Dados da ACNielsen
- O comércio de auto-serviço,
com 5 ou mais check-outs, teve um faturamento
de quase R$ 530 milhões exclusivamente
com a venda de itens de marca própria,
nos cinco primeiros meses de 2006.
- As grandes cadeias têm
maior de participação de marcas
próprias nos seus negócios, demonstrando
uma oportunidade para os menores
- A Grande São Paulo é
a região que concentra grande parte da
comercialização desses produtos
- As dez categorias de maior faturamento
representam 45% do total comercializado e 90%
delas são alimentos
- Em 90% das categorias pesquisadas,
os produtos de marca própria registram
preços mais baixos do que a média
da categoria.
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