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Receita
de microempresas subiu 8% em fevereiro
As micros e pequenas empresas
de São Paulo encerraram fevereiro com alta
de 8,6% no faturamento real em relação
ao mesmo período do ano passado, segundo
a Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV)
da Fecomercio. O resultado, apesar de inferior
ao de janeiro, que fechou positivamente em 10,8%,
pode até ser comemorado, pois, ao longo
do ano passado, esta parcela do varejo amargou
sucessivas quedas até encerrar 2005 com
redução de 1,3%. Neste primeiro
bimestre de 2006, as vendas acumulam alta de 9,7%.
De acordo com o presidente da
Fecomercio, Abram Szajman, dois fatores contribuíram
para este resultado: o aumento na renda do consumidor,
mesmo que ainda moderado, e a oferta de crédito.
Os efeitos positivos foram percebidos, principalmente,
nos segmentos de bens não duráveis
e semiduráveis, a exemplo de lojas de vestuário,
bebidas e alimentos. ”Acredito que, no curto
prazo, este crescimento médio no faturamento
real do pequeno varejo deverá ser mantido,
pois há uma expectativa de continuidade
do aumento da renda e do poder de compra do consumidor”,
completou. A seguir, os resultados setoriais:
Vestuário, Tecidos e Calçados
A alta de 26,2% no faturamento
real de fevereiro, em comparação
com o mesmo período do ano passado, garantiu
ao segmento o melhor desempenho na PCPV. O resultado
foi influenciado pela oferta de crédito
para o setor. No acumulado de 2006, crescimento
soma 26,1%.
Alimentos e Bebidas
As micros e pequenas empresas
deste segmento fecharam fevereiro com alta de
12,7%, ante o mesmo período de 2005, apenas
1,5 ponto percentual a menos que no mês
anterior. No bimestre, o crescimento chega a 11,2%.
Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos
O setor registrou queda de 3,6%
no faturamento real, na comparação
interanual, piorando o desempenho médio
do ano. No acumulado de 2006, a redução
atinge 2,9%. As baixas podem ser justificadas
pela queda de 19% nos preços dos produtos,
entre março de 2005 e fevereiro de 2006,
decorrentes, em parte, pela valorização
cambial do real e pela redução dos
preços de alguns insumos, a exemplo do
aço.
Móveis e Decorações
A queda de 5% nas vendas em fevereiro,
ante o mesmo período do ano passado, anulou
o desempenho acumulado em 2006. Em janeiro, o
segmento fechou com alta de 4,8%. No fim do ano
passado, a performance foi fortemente influenciado
pelo Natal e pelo aumento da oferta de crédito.
Materiais de Construção
A estabilidade registrada em janeiro
deste ano, que oscilou positivamente em 0,4%,
não se repetiu em fevereiro. O faturamento
real reduziu 14,2% em relação ao
mesmo período de 2005. Contrariando as
expectativas, o segmento não se recuperou
com o estímulo à autoconstrução
e às pequenas obras e reformas. No acumulado
do ano, a queda ultrapassa 7%.
Farmácias e Perfumarias
Os resultados de fevereiro se
assemelham aos registrados ao mês anterior.
As vendas das micros e pequenas empresas caíram
15,8% em comparação com o mesmo
período de 2005. Este segmento sofre fortemente
com a concorrência das grandes redes. No
bimestre, fechou em baixa de 16,3%.
Autopeças e Acessórios
Na edição de fevereiro,
o setor mantém o ritmo de retração
acentuada: 17,3% no faturamento real, ante o mesmo
período de 2005. Assim como as farmácias
e perfumarias, este setor sofre com a concorrência
dos grandes equipamentos. No acumulado do ano,
as perdas chegam a 14,5%.
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