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Saiba
quando é hora de pedir o boné
*Por Gustavo Ponce de Leon
Um emprego que reuna
satisfação pessoal, aprendizado
constante, ambiente agradável e ganhos
financeiros é o sonho de qualquer profissional.
Difícil é encontrar. Ainda assim,
muitos passam anos e anos no mesmo lugar, sem
tentar novas oportunidades.
De fato, pouca gente consegue
perceber a hora certa de mudar de emprego. Dos
que percebem, só uma pequena parcela transforma
isso em ação. A maioria só
busca uma nova ocupação quando está
no limite do suportável, ou quando sente
que pode ser demitida.
Nem sempre dá tempo. No
mais das vezes, os profissionais descobrem que
a situação está insustentável
muito tarde e acabam demitidos, sem perspectivas
de uma nova colocação. Segundos
os especialistas, isso acontece porque nos deixamos
levar pelos salários e benefícios
oferecidos pelo empregador, que nos trazem uma
certa segurança, e esquecemos de investir
no crescimento profissional.
Mas é sempre bom lembrar
que a qualidade do emprego vai além de
um gordo salário. É fundamental
que o profissional possa se desenvolver no trabalho,
possa crescer. Enquanto houver esta chance, vale
a pena continuar na empresa. Se, ao contrário,
não aparecer a possibilidade de evolução,
ou, pior, o funcionário mais ensina que
aprende, a melhor coisa a se fazer é ir
ao mercado em busca de uma nova posição.
Aqui vai uma dica de headhunter,
aquele especialista em caçar talentos:
o ideal é permanecer no máximo dois
anos em cada função. Neste prazo,
é possível atingir uma situação
bastante confortável. Dá tempo,
por exemplo, de dominar completamente os processos
e as atividades da função. Depois
disso, a mira deve se voltar para um cargo superior,
ou para o mercado, se a porta da promoção
não se abrir.
Qualquer que seja o momento, estar
de olho sempre aberto para as chances do mercado
é fundamental. Essa atitude, que deixa
alguns profissionais desconfortáveis, não
significa estar pronto para trair a empresa a
qualquer momento. Lembre-se: ela também
avalia os passos da concorrência para poder
traçar os seus. No caso do profissional,
isso é que vai definir se a porta da rua
será aberta um dia ou se ficará
solidamente trancada. Caberá a ele a prerrogativa
de definir a hora de ir embora.
Torne-se
um alvo
O presidente da HCO International,
João Pedro Caiado, dá algumas dicas
de como tornar-se alvo dos caçados de talentos,
objetivo desejado por muitos e alcançado
por poucos:
- Apostar na formação
acadêmica e em cursos complementares;
- Investir no estudo de línguas
estrangeiras. Inglês é a básica;
outras são o diferencial;
- Construir uma boa rede de relações
e de contatos é muito importante, já
que indicações para o headhunter
podem surgir de um conhecido; é o chamado
QI, ou Quem Indica
- Planejar a carreira. Para isto,
é fundamental que o profissional saiba
exatamente onde quer chegar e que caminho vai
escolher para atingir esse objetivo;
- Ser versátil e curioso.
Tente saber sempre mais sobre o segmento em que
atua e se especialize em áreas que possam
contribuir para a perfeição do seu
trabalho;
- Ser acessível e pró-ativo.
Sempre retorne os telefonemas com rapidez. O headhunter
gosta de aparecer de surpresa;
- Participar de eventos, palestras,
conferências, enfim, tudo o que puder melhorar
seu currículo. O ideal é que ele
seja atualizado de seis em seis meses e exposto
na web, em algum site de recursos humanos;
- Ao contato de um headhunter,
ser natural e, principalmente, objetivo. Fale
dos aspectos positivos do seu trabalho e diga
que está sempre em busca de novas oportunidades;
- Ser franco, mesmo quando for
falar de seus defeitos;
- Nunca fazer leilão de
salário. Este é um caminho perigoso
e o mais fácil para o executivo ficar "queimado"
na empresa e no mercado
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