Pesquisas

Em crise, empresa breca programa de qualidade de vida

Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV com 600 profissionais, em 15 áreas de atuação diferentes, e com idade acima de 20 anos, concluiu que a falta de investimento por problemas financeiros é um dos principais obstáculos para a implementação e manutenção de programas de qualidade de vida nas empresas.

Dos ouvidos, 75% afirmaram trabalhar em organizações que oferecem programas de qualidade de vida, porém, foram relacionados alguns fatores que podem representar obstáculos na manutenção e adoção desses programas.

O problema financeiro ou a falta de investimento, na opinião de 27% dos colaboradores encabeça a lista, seguido de: ausência de envolvimento da equipe (21%); e do apoio insuficiente da diretoria (18%). Outros motivos, para 10% dos entrevistados, são a deficiência na governança, no clima, no espaço físico, no comprometimento dos servidores, no tempo, na descentralização de ações, na resistência do público-alvo e na identificação das reais necessidades.

Em relação à responsabilidade por esses programas dentro das organizações, 52% confirmaram que 'Recursos Humanos' coordena essas ações, seguida do departamento Médico (20%), de Benefícios (13%), e de Alta Administração ou Presidência (5%). Os 5% restantes apontaram outros setores, como Saúde Ocupacional, CIPA, Comunicação Social, Saúde e Ambiente Corporativo, Associação de Funcionários, Gestão de Pessoas, Consultoria, Segurança e Meio Ambiente, Área de Qualidade de Vida e Trabalho (QVT).

Os auditados registraram também os principais focos dos programas de qualidade de vida desenvolvidos pelas empresas em que atuam. Em ordem de importância, a saúde foi citada por 18%; atividade física (16%); gerenciamento do stress (13%); nutrição (11%); tabagismo e relações interpessoais (ambos com 10% cada); responsabilidade social (9%); suporte social (6%); e pesquisa e comunicação (3%).

Além desses enfoques, outros entrevistados mencionaram a valorização de talentos, a harmonia do clima organizacional, a realização de aulas de yoga, a prevenção de dependência química e alcoolismo e a integração familiar como a linha mestra dos programas desenvolvidos pelas empresas.

No que diz respeito ao significado da expressão qualidade de vida, em associação livre, para os entrevistados a palavra "saúde" foi a mais mencionada (19%), compreendendo também as expressões 'saudável', 'ser saudável', 'saúde plena' e 'saúde integral'. "Equilíbrio" foi lembrado por 16%.

Outros 16% dos entrevistados citaram as expressões 'aprimoramento da saúde', 'as pessoas se sentirem bem', 'base', 'bem-estar físico e mental', 'bem-estar físico, mental e espiritual', 'compartilhar', 'contentamento', 'desafios', 'a percepção que tenho de estar bem comigo e com o meio', 'essencial', 'Jesus', 'liberdade', 'longevidade', 'longevidade e satisfação hoje e sempre', 'motivação', 'prevenção', 'racionalidade', 'reforma', 'respeito', 'respeito com a vida', 'respirar', 'responsabilidade', 'satisfação', 'saúde e motivação para viver', 'tudo'.

Do público entrevistado, 81% são mulheres e 19% são homens. A maioria (21%) tem entre 46 e 50 anos. Serviço Social é a área de formação de 28% dos pesquisados; 17% são administradores de empresas; 15% são da área de Psicologia; 6%, Medicina; 5% da área de Direito; enquanto outros 5%, de Educação Física. Os formados em Letras/História e Enfermagem aparecem empatados com 4%.

Com 3% estão os profissionais graduados em Nutrição, Economia/Matemática, Administração Pública/Hospitalar e Pedagogia. Atingindo 1%, aparecem as áreas de Biologia e Engenharia de Produção/Agronomia. Os 2% restantes são profissionais formados em outras áreas, como Fisioterapia, Publicidade e Propaganda e Turismo.


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