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Pesquisa
aponta mudanças no perfil do RH
Qual a verdadeira importância
dos Gestores de Pessoas para a formação
de profissionais nas empresas? Como reter talentos?
O RH pode ser considerado um gestor de mudanças?
Essas e outras perguntas foram respondidas por
gestores das 1000 maiores empresas do país,
de diversos setores da economia, durante o levantamento
inédito promovido pela empresa de consultoria
Gestão e RH, especializada na área
de gestão de pessoas há 15 anos.
As respostas serviram para traçar
o novo perfil da área de Gestão
de Pessoas e de Desenvolvimento Organizacional,
ressaltando suas funcionalidades e seu nível
de relevância dentro de uma organização.
Um dos itens mais interessantes sinalizou que
para a maioria dos entrevistados o RH deve ser
reconhecido como o gestor de conhecimento na organização,
tendo como foco principal a “Gestão
de Mudança”.
Para 62% dos executivos consultados
pela pesquisa, o RH precisa exercer papel de liderança
e atuar como agente da mudança organizacional.
Para tanto, as empresas devem investir em profissionais
que possam mudar o perfil de atuação
da área da companhia.
“Podemos concluir que as
empresas estão investindo em Recursos Humanos
e têm contratado executivos capazes de mudar
o perfil de atuação da área
na companhia. O conceito de gestão do conhecimento
parte da premissa de que todo o conhecimento existente
na empresa e que está na cabeça
das pessoas e nos processos dos departamentos
pertence à organização. Por
outro lado, todos os colaboradores que contribuem
para esse sistema podem usufruir todo o conhecimento
presente na organização”,
diz Alexandre Garrett, diretor da consultoria.
Quando se trata da contribuição
da área de RH, o foco maior vem sendo reforçado
pela área de desenvolvimento humano. Os
87% dos profissionais que responderam à
pesquisa consideram que o RH deve ser um agente
potencializador do crescimento pessoal e profissional
das pessoas e desenvolver mecanismos que propiciem
não apenas a geração de conhecimentos,
mas também o seu compartilhamento sistematizado
entre todos que trabalham na organização.
Esse resultado, por outro lado,
demonstra que as áreas de RH estão
canalizando suas atividades com vistas ao alinhamento
estratégico da gestão de conhecimento,
“pois não há desenvolvimento
sem desenvolvimento de visão, sem abertura
para permitir inovação e novas práticas,
potencializando os objetivos de médios
e longos prazos da organização e
permitindo mensurar seus resultados na melhor
relação custo-benefício e
de impacto nas estratégias futuras mais
relevantes para o negócio”, conclui
Garrett.
Para se ter uma idéia do
que ocorre nos dias atuais, basta observar que
a porcentagem da contribuição do
RH para o cumprimento dos objetivos organizacionais
também foi expressiva: 75% avaliam que
o recursos humanos tem sido chave na contratação,
desenvolvimento e retenção de talentos
para a empresa e também contribui para
o desenvolvimento de um ambiente de trabalho saudável,
de respeito pelas pessoas, de equidade interna,
de apoio à diversidade, de garantia de
justiça nas decisões relacionadas
às pessoas.
A pesquisa também apontou
que a área de Gestão de Pessoas
é um forte aliado às ações
de responsabilidade social. Cerca de 49% dos entrevistados
disseram que o RH deve contribuir para o desenvolvimento
de programas de cidadania empresarial e voluntariado
interno, nos quais o exercício da cidadania
é diretamente estimulado no corpo funcional.
Mas como é possível colocar isso
em prática?
Para grande parte dos gestores
(58%) é necessário que o RH trabalhe
para engajar os seus colaboradores como voluntários
em iniciativas de cidadania e responsabilidade
social, apoiando os voluntários e criando
espaços para trocas de idéias, pois
consideram que o trabalho voluntário também
é um caminho para o desenvolvimento de
competências importantes nos profissionais
e fator importante para o aumento da auto-estima
das pessoas envolvidas no processo.
Reconhecimento
Um dos gargalos apontados pela
pesquisa diz respeito a importância de se
valorizar o profissional como pessoa. Para 54,7%
dos gestores o profissional de RH deve ser flexível
e curioso, interessar-se pelos negócios
da organização e pelas pessoas,
além de entender de psicologia humana e
organizacional para fazer a gestão de interfaces
entre expectativas institucionais e das pessoas
e saber respeitar as decisões coletivas
acima das individuais. Muitos ainda acham que
o fundamental é desenvolver valores como
ética, justiça, respeito pelas pessoas,
pelo meio ambiente, importantes para definir o
comportamento frente aos desafios contínuos.
Por outro lado, conhecer o negócio
da empresa, ter visão sistêmica e
estratégica, capacidade de autodesenvolvimento
constante e integração efetiva com
as demais áreas da organização
são pontos considerados básicos
na formação de profissionais de
RH por 62,5%. Só assim os profissionais
poderão atender às expectativas
e fazer do RH uma área estratégica
para desenvolver talentos e liderar mudanças
organizacionais.
Resumo
O que consideram os profissionais
de RH das 1000 maiores empresas brasileiras:
87%: o RH deve ser um agente potencializador
do crescimento pessoal e profissional das pessoas.
62%: o RH deve exercer papel de
liderança e atuar como agente da mudança
organizacional.
75%: o RH tem sido chave na contratação,
desenvolvimento e retenção de talentos
para a empresa e, também, contribui para
um ambiente de trabalho saudável.
49%: a contribuição
do RH é desenvolver programas de cidadania
empresarial e voluntariado interno.
58,4%: o RH deve engajar os seus
colaboradores como voluntários em iniciativas
de cidadania e responsabilidade social e criar
espaços para trocas de idéias.
69,8%: a principal medida que
deve ser adotada para recuperar a auto-estima
das pessoas e do clima organizacional é
manter os canais de comunicação
abertos e eficientes.
54,7%: o profissional de RH deve
ser flexível e curioso, interessar-se pelos
negócios da organização e
pelas pessoas.
62,5%: é fundamental conhecer
o negócio da empresa, ter visão
sistêmica e estratégica, capacidade
de autodesenvolvimento constante e integração
efetiva com as demais áreas da organização.
62,2%: o RH é visto pelas
outros setores da empresa como uma área
estratégica para desenvolver talentos e
liderar mudanças organizacionais.
45,2%: o papel de gestor de RH
será introjetado pelos demais gestores
da organização e o profissional
de RH fará o papel de coaching entre eles.
47%: o gestor de RH será
o catalisador do processo de gestão de
pessoas dentro da organização, o
responsável pelo coach de todos os líderes
e ainda o guardião da cultura e dos valores
organizacionais.
77,3%: os profissionais mais admirados
são os que levam a marca da organização
para outros setores, desenvolvendo ações
que promovam melhorias.
92,4%: o reconhecimento como o
fator mais importante para se reter talentos nas
empresas.
58,4%: a transformação
do modelo de organização está
focada no sistema de gestão por competência.
64%: destacam a administração
por projetos/programas e teletrabalho com flexibilização
de horário, já preparando a empresa
para a autogestão.
60,3%: a gestão de competência
e conhecimento é um importante desafio
para o RH.
60,3%: a tendência é
a mudança do perfil de atuação
do profissional de RH de técnico especialista
para gestor de conhecimento.
49%: remuneração
será fixa para competências duráveis
e variáveis para as competências
temporárias.
58,4%: o sistema de gestão
de carreira será um alavancador de conhecimento
se a organização possibilitar as
progressões horizontais dos profissionais
através de planos de carreira ligados a
competências.
Site: www.gestaoerh.com.br
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