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Setor
de eletrônicos está dividido sobre
impactos das eleições
Os fabricantes de produtos eletroeletrônicos
de consumo prevêem crescer em 2006, inclusive
sob os efeitos das eleições. A estimativa
da entidade é que, em média, o crescimento
será de 19%, comparado a 2005. Pesquisa
realizada pela ELETROS – Associação
Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos
mostra que 42,11% das empresas acreditam que o
impacto será positivo devido a medidas
que deverão ser tomadas pelo governo para
melhorar sua imagem junto à população,
tal como a redução mais acelerada
das taxas de juros.
Já 36,84% das empresas acreditam que as
eleições vão gerar insegurança
no mercado e afetarão o humor dos consumidores.
Contudo, mesmo os que prevêem efeitos negativos
por conta da insegurança do consumidor
acreditam que eles serão temporários
e pontuais.
“O resultado da pesquisa mostra que há
dúvidas sobre como o cenário político
vai influenciar o mercado consumidor. Mas o cenário
econômico positivo, de queda nas taxas de
juros e aumento do salário mínimo,
entre outros pontos, ainda é o fator preponderante
nas projeções da indústria
em 2006”, observa Paulo Saab, presidente
da ELETROS.
Segundo ele, a divergência entre as projeções
das empresas deve-se ao fato de que surgem fatos
novos a cada momento no âmbito político,
dificultando a definição de cenários.
Em contrapartida, os bons resultados registrados
no primeiro trimestre indicam que, no acumulado
do ano, as vendas deverão crescer e minimizar
as possíveis alterações de
humor do mercado de consumo.
A Copa do Mundo será um ponto importante
para o desempenho do setor eletroeletrônico,
ainda que seu impacto esteja mais restrito aos
fabricantes de televisores. Segundo a pesquisa,
todos os fabricantes de televisores estimam incrementar
as vendas por conta da Copa do Mundo. Para as
empresas que prevêem se favorecer com o
evento, 21% projetam aumento de vendas de até
10%. “Um aspecto positivo da Copa é
que ela poderá criar um clima de otimismo
que pode minimizar os problemas no âmbito
político”, observa Saab.
Classe C consome mais
A percepção dos
fabricantes de eletroeletrônicos é
de que as vendas deverão crescer mais fortemente
junto aos consumidores da classe C. Um dos pontos
que se destacaram no levantamento realizado pela
ELETROS é que, na estimativa de cerca de
63% dos fabricantes de eletroeletrônicos,
a classe C puxa as vendas de eletroeletrônicos
este ano.
O crédito mais acessível, resultado
da queda nas taxas de juros, e a recuperação
do poder de compra são os fatores que estão
favorecendo a troca de eletroeletrônicos
nesse segmento.
“O que se verifica é
um movimento de reposição dos aparelhos
existentes nos lares da classe C, favorecido pela
situação econômica”,
explica o presidente da ELETROS, ao acrescentar
que, ao mesmo tempo, se verifica uma tendência
dessa classe adquirir produtos mais caros ou sofisticados,
como os televisores de 29 polegadas. Nas classes
A, B e D também se registra crescimento
de vendas, embora menos acentuado do que na classe
C.
Outro ponto de destaque é o interesse dos
consumidores por produtos que trazem inovações
tecnológicas. Também para 63% dos
fabricantes de eletroeletrônicos, as novidades
em tecnologia têm estimulado as compras,
seguidas pelas inovações em design
dos produtos (36% dos casos).
O interesse crescente pelos televisores
de LCD e plasma também está levando
as indústrias a iniciar a produção
no País, e a estimativa de 37% dos fabricantes
de televisores é de que até 2007
mais de 20% dos aparelhos serão produzidos
no mercado brasileiro, o que deverá contribuir
para a redução de preços.
No segmento de portáteis, os produtos com
maior potencial de crescimento em vendas são
os liquidificadores, batedeiras e ventiladores,
enquanto na linha branca são as lavadoras
de roupa, geladeiras e fogões. Geladeiras
com os sistemas de frost free e cycle defrost
se destacam em relação ao potencial
de vendas em relação aos produtos
básicos, confirmando o interesse dos consumidores
pelas inovações tecnológicas.
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