| Empresas
confundem responsabilidade social com a corporativa
Ainda há muita confusão
no mundo empresarial a respeito do tema Responsabilidade
Social. O entendimento mais comum é o de
que as empresas têm exercido sua Responsabilidade
Social através de parcerias com ONGs ou
apoio a projetos desenvolvidos pelas mesmas.
"No entanto, responsabilidade
não significa doação ou terceirização
de investimento social. Significa sim gestão,
atitude. Estar atento ao consumo de insumos, buscar
constantemente melhorar seus processos e seus
produtos e adequá-los à realidade
ambiental, cuidar dos relacionamentos para que
eles sejam frutíferos e construtivos para
todos os partícipes, ser ético e
transparente para garantir que a empresa poderá
continuar a exercer seu papel no futuro, trabalhar
para garantir a sustentabilidade de seu negócio
e ao mesmo tempo do ambiente e da sociedade em
que está inserida", diz Cibele Salviatto,
sócia da consultoria Atitude.
De acordo com a consultora, essa
confusão tira o foco do que realmente é
importante e das ações que efetivamente
levariam a sociedade, o planeta e as pessoas a
uma transformação positiva. "Também
impede que as empresas olhem para esse assunto
com a devida importância, uma vez que passam
a acreditar que já estão fazendo
seu dever e não percebem que estão
incorrendo em riscos futuros irreversíveis
e perdendo grandes oportunidades de negócio",
explica.
A consultora adverte ainda que
os dirigentes de empresas que ainda acham que
montar fundações ou instituições,
ou qualquer outro tipo de terceirização,
é a forma de direcionar seus atos de responsabilidade
cometem um grande equívoco. "Os benefícios
são tão frívolos e de curto
prazo, quanto as festas de premiação.
Não se enganem: fundações,
institutos e projetos sociais não eximem
a empresa de sua responsabilidade. Responsabilidade
Social não é Responsabilidade Corporativa",
diz.
Com 13 anos de experiência
em análise de mercado, planejamento estratégico
e gestão de portfólio, antes de
se tornar sócia da Atitude, Cibele foi
diretora da Votorantim Venture Capital (fundo
de US$ 350 milhões), no qual era responsável
pela geração, análise e negociação
de novas oportunidades de investimento, bem como
torná-las operacionais em indústrias
como Energia, Célula de Hidrogênio,
Alimentação Orgânica, Educação,
Saúde, Internet, Logística e Tecnologia.
Formada em Administração de Empresas
pela FGV-SP, também desenvolveu análises
para o setor de transporte brasileiro e para privatizações
no setor elétrico. Site: www.atitude.srv.br
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