| Crédito
para pequena empresa está mais barato
O gerente da Unidade de Acesso
a Serviços Financeiros do Sebrae Nacional,
Carlos Alberto dos Santos, avalia que o quadro
antes fortemente restritivo na área de
crédito para os pequenos negócios
formais e informais está mudando velozmente
em favor do segmento, nos últimos três
anos.
A avaliação foi
feita a partir das estatísticas divulgadas
mensalmente pelo Banco Central e que indicam redução
progressiva e contínua dos juros tanto
em financiamentos para pessoas físicas,
como para giro e investimentos das empresas. O
volume de crédito contratado também
descola com firmeza do patamar de 20% do Produto
Interno Bruto (PIB), que vigorou na década
de 90, e já atinge 31%, firmando-se como
fator de sustentação da atividade
econômica.
"Estamos vivendo um verdadeiro
'boom' na oferta de crédito com uma grande
vantagem adicional. O foco das instituições
financeiras não está mais apenas
nas empresas de médio e grande porte e
nas famílias de renda média e alta.
Bancos e cooperativas de crédito voltam-se
cada vez mais para os empreendedores rurais e
urbanos e para famílias inseridas nas chamadas
classes C, D e mesmo E. Não é só
o microcrédito que se expande fortemente,
mas também linhas de crédito e produtos
financeiros formatados especificamente para atender
as necessidades e possibilidades dos pequenos
negócios", explica o gerente.
Maiores facilidades de acesso
ao crédito estão melhorando a vida
das pessoas em geral e das empresas em particular.
A Serasa, o maior banco de dados do País
sobre consumidores, empresas e grupos econômicos,
vem divulgando números que atestam a redução
do número de falências. O bom fluxo
de crédito para giro dá maior fôlego
para as empresas e poder de negociação
com fornecedores e clientes. O Banco Central divulga
redução contínua da inadimplência.
Carlos Alberto afirma que o grande
papel do Sebrae na área de serviços
financeiros é fazer a aproximação
entre a oferta e a demanda. Pequenos negócios
e bancos começam a deixar de se estranhar
por falta de conhecimento mútuo. O Sebrae
tem os bancos oficiais representados em seu Conselho
Deliberativo e canais abertos com os bancos privados.
Também dispõe de um volume expressivo
e confiável de informações
sobre os pequenos negócios.
"Temos todas as condições
de fazer essa aproximação e a estamos
exercendo plenamente. Os bancos já percebem
o segmento como um grande filão e , por
sua vez, o segmento passa a vê-los como
aliados", afirma. Isso pode ser comprovado
claramente na atuação conjunta do
Sebrae e instituições financeiras
(bancos, cooperativas e operadores de microcrédito)
em Arranjos Produtivos Locais (APL).
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