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Só
pedir desculpas não sana erro corporativo
Executivos de negócios
globais consideram que os pedidos de desculpas
feitos por diretores gerais em público
como um modo menos efetivo do que outras estratégias
de recuperação das reputações
manchadas de empresas (59%), de acordo com uma
nova pesquisa da empresa de relações
públicas globais Weber Shandwick e da KRC
Research realizada em 11 países.
"Os pedidos de desculpas
dos diretores gerais estão perdendo rapidamente
o seu poder de aliviar as preocupações
do público, agora que existe quase uma
obrigação deles agirem assim quando
ocorre uma crise ou quando as empresas enfrentam
acusações de irregularidades",
declarou em nota Leslie Gaines-Ross, diretor de
estratégia de reputações
na Weber Shandwick e criadora da nova pesquisa.
"Assumir a responsabilidade
pedindo desculpas é importante, mas espera-se
muito mais dos diretores gerais em meio à
crise, tal como uma campanha para esclarecer melhor
o público sobre as providências imediatas
e regulares da empresa para tratamento do problema".
Segundo quase três quartos
dos dirigentes de negócios globais que
participaram da pesquisa "Safeguarding Reputation(TM)"
(Protegendo Reputações), as melhores
medidas para iniciar um processo de recuperação
de reputação são: anunciar
as ações específicas que
a empresas adotará para resolver o problema
(76%), criar um sistema de detecção
precoce (76%) e estabelecer os procedimentos e
as políticas que a empresa adotará
para comprovar seu compromisso de exercer uma
cidadania responsável (73%).
Outras estratégias mencionadas
com freqüência para consertar reputações
após as crises incluem: trabalhar em estreita
colaboração com a assessoria jurídica
na divulgação de declarações
públicas (72%), emitir regularmente relatórios
públicos de prestação de
contas sobre o tratamento do problema (71%) e
divulgar rápida e publicamente o que aconteceu
(71%). Muitas destas providências ajudam
a prevenir uma cobertura excessiva pela mídia,
dando segurança às partes interessadas
de que a empresa atua com transparência
e iniciativa, dentro do possível nas circunstâncias.
Blogs
em segundo plano
A maioria dos executivos de negócios
globais concorda que responder aos blogs após
a crise não é um modo efetivo de
iniciar o processo de recuperação,
independente da região. Menos de quatro
em cada dez (39%) acham uma boa idéia debater
com blogs que podem ter dados errados, para restaurar
uma reputação perdida.
"Talvez os tomadores de decisões
de negócios ao redor do mundo achem que
as empresas devam concentrar a sua atuação
na resolução do problema e em compreender
o que houve de errado, antes de dirigir a sua
atenção para a correção
das conversações on-line",
declarou Gaines-Ross. "Isto não surpreende,
pois a nossa pesquisa revela também que
somente uma minoria das empresas acompanha as
coberturas on-line sobre a sua reputação".
Somente um dentre cada cinco executivos
de negócios globais (20%) acha que manter
o diretor geral escondido da mídia após
uma crise ajuda a recuperar a reputação.
"Os diretores são a face da organização
visível para o público e, nos momentos
de confusão, espera-se que apareçam
e sejam francos a respeito de quaisquer problemas
que surjam durante a sua administração",
diz Gaines-Ross.
"Os dirigentes precisam compreender
melhor as regras de atuação pois,
cada vez mais, estão expostos a irregularidades
ou ao surgimento de crises. Considerando que quase
nove entre 10 executivos de negócios globais
percebem uma tendência crescente de danos
às reputações das empresas,
é prudente identificar as melhores estratégias
de recuperação agora", comentou
Andy Polansky, presidente da Weber Shandwick.
"A pesquisa revela que a
despeito de enormes diferenças nas práticas
de negócios, culturas e estilos de trabalho,
os dirigentes têm em comum uma perspectiva
global sobre a recuperação da reputação
após uma crise", diz Polansky. "Nossa
pesquisa oferece uma visão sobre como as
empresas podem proteger e recuperar as suas reputações,
identificar os sinais preliminares de alerta sobre
a perda da reputação e tomar as
providências corretas para recuperar a reputação".
A pesquisa Safeguarding Reputation(TM)
foi realizada pela Weber Shandwick em parceira
com a KRC Research, entrevistando 950 executivos
de negócios globais em 11 países
em toda a América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico.
O Brasil foi o único país latino-americano
que participou do levantamento. Todas as entrevistas
foram por telefone, entre os dias 20 de julho
e 8 de agosto de 2006. O erro de amostragem da
amostra total foi de +/- 3,2 pontos percentuais.
Sites: www.webershandwick.com
// www.krcresearch.com
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