Carreiras & Gestão

Programas ajudam executivo a voltar para casa

O funcionário de uma multinacional - com carreira promissora - é enviado para uma operação no exterior, ou seja, passa pela experiência de uma expatriação. Depara-se com um novo idioma, uma nova cultura, uma nova mentalidade, estabelece uma rede de contatos e promove a troca de conhecimentos e experiências. Estes normalmente são alguns dos objetivos, dificuldades e conquistas da expatriação.

Finalmente, chega a hora de retornar ao seu local de origem para aplicar os conhecimentos aprendidos, botar em prática novos métodos, disseminar o que aprendeu. E não é que, no final das contas, depois de ter se adaptado em terras estrangeiras, demonstrado seu valor no âmbito profissional e pessoal, é exatamente o retorno à casa que se torna o maior desafio?

Quem diria que para voltar para casa precisa-se de apoio, treinamento e orientação? Realmente esta é uma realidade que as empresas estão começando a reconhecer.

Dados internacionais já demonstravam uma alarmante porcentagem de expatriados que deixam a empresa, durante o primeiro ano de retorno. Hoje, inclusive, já temos dados também sobre os brasileiros que retornam ao país após a expatriação.

Uma pesquisa elaborada pela Fundação Dom Cabral (FDC), com 165 profissionais de 10 dos maiores grupos privados, revela que 20% deles deixam a companhia no primeiro ano após retornarem ao Brasil e 40% no segundo ano.

Esses dados são explicados pela diferença de estratégias, tanto por parte da empresa, como por parte dos executivos. O profissional enxerga a transferência como oportunidade de crescimento, e para a empresa, a transferência é apenas a parte de um projeto.

De olho nessa necessidade do mercado, já existem firmas de consultoria montando programas de “repatriação”. Um exemplo é a Going Global - empresa especializada em treinamentos interculturais –, que criou um programa de treinamento intercultural de reintegração para profissionais e famílias que retornam ao seu país de origem.

O treinamento consiste em atenuar as expectativas, potencializar os aprendizados, comunicar os novos conhecimentos e habilidades adquiridas de forma convidativa e produtiva para a carreira de cada profissional. Afinal, é de interesse da empresa e do funcionário que os recursos investidos – dinheiro e energia – rendam frutos dentro da própria organização. Site: www.goingglobal.com.br


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