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Fraude
com cartão na web atinge menos de 1%
O receio que muitos usuários
de internet têm de sofrer golpes ao fazer
compras ou acessar dados do banco pela rede parece
ser mais um dos muitos mitos a respeito da segurança
das transações on-line. Uma pesquisa
feita pelo Instituto Ipsos mostra que entre 2.085
entrevistados, apenas 0,94% tiveram algum tipo
de problema relacionado a fraudes com cartões
de crédito, ou qualquer outra transação
bancária.
Entre os que disseram já
ter sofrido algum tipo de ataque, a maior incidência
foi registrada nos casos de ataques de vírus
que resultaram em acessos não autorizados,
perda de informação ou tempo, ou
seja casos em que na maioria das vezes não
resultaram em prejuízos financeiros diretos
aos usuários. Quase 20% das pessoas ouvidas
reclamaram deste tipo de ocorrência.
"Os resultados do estudo
confirmam a avaliação do Movimento
de que os problemas de segurança encontrados
na Internet são diferentes daqueles mistificados
pela grande maioria, e que em muitos casos, poderiam
ser evitados tomando algumas simples precauções"
afirma Carolina Aranha, coordenadora do Movimento
Internet Segura (MIS). "Muitas pessoas deixam
de ter a oportunidade de realizar transações
on-line por medo e, ao mesmo tempo, não
levam em consideração os riscos
de se realizar as mesmas operações
no mundo físico", completa.
O Movimento oferece em seu site
(www.internetsegura.org) algumas dicas para a
prevenção na rede. São elas
:
1º ) Atualizar constantemente
o sistema operacional com os updates de segurança
e os softwares de proteção como
Antivírus. Eles podem ser de diversos fabricantes
e a atualização é normalmente
feita de forma gratuita. È o primeiro passo
para uma proteção eficaz do equipamento.
2º ) Dar preferência
a sites de lojas reconhecidas. Atualmente 90%
das compras registradas na Internet brasileira
são feitas em lojas de marcas tradicionais
e com um índice muito perto do zero em
termos de fraudes e problemas. Os outros 10% são
feitas em cerca de 5 mil pequenas lojas.
3º ) Verificar se a loja
tem central de atendimento. No caso de uma loja
desconhecida, o fato dela ter uma central de atendimento
revela uma preocupação em atender
bem ao cliente, o que soma pontos a favor da concretização
da compra.
4º ) Entrar em contato com
a central de atendimento para verificar se as
condições oferecidas no site são
realmente as que serão praticadas.
5º ) Verificar a forma de
pagamento. Lojas que aceitam pagamentos com cartões
devem ser as preferidas já que as bandeiras
e os emissores de cartões fazem uma avaliação
criteriosa da empresa antes de permitir que a
mesma ofereça esta opção.
6º ) Desconfiar de condições
muito favoráveis
7º ) Consultar a política
de devolução e de troca, que deve
estar exposta na home da loja .
8º) Preferir lojas que apresentem
o Cadeado indicando ambiente seguro contra invasões.
9º ) Atentar para a classificação
do vendedor em sites de leilões. Os sites
de leilões têm muita dificuldade
em controlar a qualidade do produto vendido por
que essa venda é feita diretamente por
uma pessoa física. O sistema de classificação
adotado por alguns desses sites ainda é
um processo em evolução, mas já
serve como um indicativo.
10º) Nunca clicar em links
de sites enviados por e-mails de desconhecidos.
Sugerir este tipo de atitude é uma estratégia
utilizada por fraudadores que querem na verdade
instalar programas espiões em sua máquina
e roubar os dados para futuros golpes.
11º) Verificar no browser
se o endereço do site corresponde ao que
você está navegando. Outra prática
dos criminosos virtuais é criar sites falsos
parecidos com o de marcas famosas para enganar
os internautas. Se o endereço que estiver
no browser for diferente do que o nome do site
utilizado, desconfie.
O Movimento Internet Segura (MIS)
foi criado em setembro de 2004 sob a coordenação
da Câmara Brasileira de Comércio
Eletrônico (Camara-e.net). A preocupação
principal do MIS tem sido a de atuar na educação
do usuário de Internet no sentido de evitar
que as pessoas façam transações
na rede de forma insegura caindo em golpes, ou
que simplesmente deixem de fazer compras na rede
acreditando que essa é uma prática
insegura.
A iniciativa conta com a participação
direta das empresas American Express, Banco do
Brasil, E-Consulting, McAfee, Microsoft, Redecard,
Serasa, Symantec, Visanet, Lojas Pernambucanas,
Sack's, Auto Z (portal do grupo DPaschoal), Rede
de Bem Estar Social(*), Philips, Brasil Telecom
e das lojas eletrônicas Americanas.com,
Comprafacil.com.br, Extra.com.br, LivrariaCultura.com.br,
LivrariaSaraiva.com.br, MagazineLuiza.com.br,
Marisa.com.br, Shoptime.com.br, Siciliano.com.br,
SomLivre.com, Submarino.com.br e TokStok.com,
que participam do projeto Liquidaweb.
No endereço www.internetsegura.org,
o internauta recebe informações
didáticas sobre segurança e integridade
na navegação pela Internet.
(*) A Rede de Bem Estar Social
é uma entidade ligada ao Sindicato dos
Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP)
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