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Empresas
não ligam para o que diz o consumidor
O que acontece com todos os dados
das pesquisas sobre o consumidor? Não o
que deveria, conforme o relatório de um
recente estudo, “Descobrindo as Verdadeiras
Respostas”, conduzido pelo Strativity Group.
O relatório afirma que
as empresas estão “realizando pesquisas
meramente para validar seus produtos e serviços”,
em vez de usar o feedback para orientar mudanças.
Por ignorarem as respostas dos clientes, as empresas
causam mais danos do que benefícios à
experiência do cliente, de maneira geral.
“Temos estudado, durante
anos, a maneira como as organizações
respondem aos clientes”, diz Lior Arussy,
presidente do Strativity Group. Conforme Arussy,
examinar as práticas relacionadas às
pesquisas seria o próximo passo. “As
pesquisas têm realmente servido a um propósito
e satisfeito as expectativas dos clientes ou estamos
apenas perdendo tempo?”, ele pergunta.
O Strativity conversou com mais
de 200 executivos de diversos países, ramos
de atividades e tamanhos de empresas sobre o impacto
e a importância das pesquisas. Os resultados
sugerem que apesar de os clientes esperarem o
contrário, as respostas das pesquisas raramente
são utilizadas para mudar ou melhorar a
experiência do cliente.
Apesar de aproximadamente 60%
dos respondentes dizerem que as pesquisas sobre
o consumidor são planejadas com um motivo
estratégico, a maioria (52%) sente que
suas empresas estão validando a performance
atual em vez de buscarem mudanças e melhorias.
De fato, mesmo que a metade tenha
respondido que suas pesquisas são montadas
para orientar mudanças em suas empresas,
mais de 70% afirmou que existe pouco acompanhamento
interno para mudar o comportamento organizacional.
E apenas 42% disseram que os resultados de pesquisas
orientaram mudanças para criar vantagem
competitiva. “A falta de conexão
entre foco no cliente com vantagem competitiva
é a grande causa do problema”, diz
Arussy.
Clientes
estão errados
Curiosamente, alguns respondentes
indicaram que seus colegas de trabalho duvidam
da validade do resultado de suas próprias
pesquisas. Quase 70% disseram que os funcionários
discordam das respostas dos clientes.
Mais de três quartos dos
participantes encontram dificuldade em assimilar
os resultados e partir para mudanças em
suas empresas e somente um terço declarou
que tem um processo interno efetivo de acompanhamento
para mudar o comportamento dos funcionários
que estão em contato com o cliente. “Parece
que alguns executivos tentam desafiar os resultados
das pesquisas em vez de trabalhar com eles para
resolver os assuntos que incomodam os clientes”,
diz Arussy.
De qualquer maneira, por volta
de 45% diz ser possível relacionar os resultados
das pesquisas com ações para melhorar
a experiência do cliente e resolver reclamações
que o cliente possa ter.
Um grande número de respondentes
comentou que eles gostariam que as pesquisas provessem
resultados e sugestões mais práticas.
De acordo com o relatório, isso sugere
que as pesquisas não estão sendo
desenhadas e executadas de maneira eficiente e,
por isso, falham em apresentar dados relevantes
para orientarem mudanças. As preocupações
dos clientes não estão sendo direcionadas
a lugar algum.
“É impressionante
como as empresas não percebem que a definição
de orientação ao cliente é
agir de acordo com as demandas do cliente e fazer
lucro; não dar atenção às
respostas dos clientes significa trair a sua confiança”,
conclui Arussy.
Para mudar o efeito das pesquisas
e a maneira pela qual elas são aproveitadas,
Arussy sugere que as pesquisas tratem de assuntos
relevantes – e as empresas devem estar prontas
para escutar a opinião do cliente sobre
esses assuntos, agindo para resolver o problema,
em vez de diminuírem o efeito das pesquisas
para esconder o problema.
“As empresas precisam refletir
e se perguntarem se estão prontas para
agir antes de lançarem a próxima
pesquisa”, diz. “Se não estiverem
prontas, não comecem uma nova pesquisa.
Parem de perguntar e comecem a agir”. (Extraído
do Inside 1to1, publicação do Peppers
& Rogers Group - www.1to1.com.br)
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