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Franquia pilotada por mulher fatura mais
03-08-2007
*Antonio Carlos
Segundo pesquisa que acabou
de sair do forno, a participação
das mulheres em franquias aumentou de
20% para 50% nos últimos cinco
anos. Elas já representam 38% do
total de empreendedores do país
e 42% do total de franqueados em todo
o território nacional.
Ao todo, foram ouvidas
cerca de 120 empresas franqueadoras nos
últimos 2 anos. Os dados fazem
parte do Perfil do Franqueado Brasileiro,
realizado pela Rizzo Franchise, empresa
que há mais de 20 anos realiza
pesquisas sobre o mercado de franchising
em toda a América Latina.
Além de ampliarem
a presença no mundo das fraquinas,
as mulheres estão se destacando
também no desempenho. Para todos
os franqueadores que participaram da pesquisa
também foi pedido para que dessem
notas de 1 a 5 para alguns itens em que
foi medido o nível de qualificação
das unidades franqueadas operadas por
mulheres e aquelas operadas por homens.
O resultado apontou que
73% dos franqueadores identificaram que
suas franqueadas possuem um padrão
operacional 45% maior que seus franqueados.
Além disso, o faturamento das lojas
operadas por mulheres apresentou é,
em média, 30% maior do que das
lojas que têm homens no comando.
Um exemplo de rede que
quer explorar as vantagens de ter mulheres
como franqueados é a Companhia
do Grelhado. Na verdade, a empresa só
pretende selecionar mulheres para pilotar
suas futuras franquias. A explicação
está no DNA da rede, fundada há
10 anos em Goiânia pelas irmãs
Élida e Monimarcia Andrade.
Elas
acreditam que o cliente masculino prefere
consumir uma comida como se fosse preparada
pela mãe ou esposa. A loja-modelo
da marca vai exibir um adesivo de três
metros de altura com a frase: "Esta
loja é da minha mãe. A sua
também pode ter uma".
Donas de duas unidades
no Shopping Flamboyant, as irmãs
montaram um agressivo plano de expansão,
que prevê a abertura de 198 unidados
no país ao longo dos próximos
10 anos, a maioria pelo sistema de franquias.
O plano começou por Goiânia,
onde a empresa vai abrir sua terceira
unidade ainda este ano, e Brasília,
onde serão abertas nove lojas em
cinco anos.
As unidades da rede foram
projetadas para atender cerca de 4.200
clientes por mês, com um ticket
médio de, aproximadamente, R$ 23.
Mercados já foram selecionados
pela rede e estão em localidades
que gastam, comprovadamente, mais de R$
28 milhões por ano com refeições
fora de casa.
Segundo a empresa, para
abrir uma loja é necessário
fazer investimento de R$ 225 mil. Pelas
contas de executivos da rede, o retorno
está estimado em 25 meses.
As mulheres que desejarem
fazer parte da rede de franquias da Companhia
do Grelhado podem preencher o cadastro
no site: www.companhiadogrelhado.com.br,
clicando na área de franquias.
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