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Maioria navega na web durante o expediente
Cerca de 50% dos funcionários
americanos que possuem acesso à
internet no trabalho visitam sites que
não têm nada a ver com as
suas funções profissionais.
Isso é o que revelou a sexta edição
do estudo norte-americano Web@Work, no
qual foram entrevistados 500 funcionários
nos Estados Unidos.
Os entrevistados admitiram
que, passam, em média, 3,4 horas
por semana navegando em sites pessoais
durante o expediente. Entre os campeões
de popularidade estão os portais
de notícias alcançando 81%
dos entrevistados, o e-mail pessoal com
(61%), o Internet Banking (58%), as páginas
sobre viagens (56%) e os endereços
de comércio eletrônico (52%).
No Brasil a situação
ainda é pior. Segundo pesquisa
realizada pela Websense, empresa que atua
com softwares de segurança e filtragem
da internet, 80% dos funcionários
de grandes empresas no país gastam
4,7 horas por semana (quase uma hora por
dia) acessando sites de notícias,
de e-mail pessoal, de comércio
eletrônico e até de pornografia
na hora do expediente.
“Além de
influenciar diretamente na produtividade
dos colaboradores este é um dos
fatores que facilita a entrada de vírus
e invasores a rede da empresa, pois os
sites mais visitados coincidentemente
são os mais atacados, grande maioria
pedem senhas, dados pessoais e executam
download. Estima-se que os ataques internos
correspondam a 70% dos problemas de segurança
enfrentado pelas organizações”,
revela o especialista em segurança
digital e diretor-executivo da OS&T
Informática, Sérgio Leandro.
Entretanto, proibir o
colaborador de usar o computador para
fins pessoais nem sempre é eficaz.
O especialista em segurança digital
conta que a maioria dos funcionários
mesmo com o acesso restrito a internet,
ainda encontram formas de checar seus
e-mails pessoais e visitar sites arriscados
como as comunidades virtuais.
“Precisamos entender
que a melhor maneira para manter a segurança
dos dados é treinar o colaborar
para que ele tenha uma conduta responsável.
Precisa ser estabelecido uma ‘Cultura
de Segurança’ dentro das
organizações. É necessário
que o funcionário conheça
os limites de acessos e o que pode ser
uma ameaça ou não. Hoje,
este já está sendo um diferencial
das grandes organizações,
afinal ninguém quer mostrar aos
seus clientes e parceir os que está
com ou tem sistemas vulneráveis”,
finaliza Leandro.
As organizações
devem:
- Fazer com que seus colaboradores
sintam-se responsáveis e comprometidos
com a segurança dos negócios
da empresa
- Oferecer treinamentos de segurança
digital para os colaboradores
Instalar em seus sistemas um bom programa
antivírus e manter o mesmo atualizado
diariamente
-0 Instalar um bom antispyware. Configurar
para que a atualização seja
diária e para sejam filtrados todos
os programas executados ou que entrem
no computador de qualquer maneira
- Configurar o Navegador para que peça
SEMPRE autorização e confirmação
antes de baixar ou executar qualquer coisa
na internet
- Se necessário implementar senhas
e estabelecer acessos restritos
Os usuários devem:
- Antes de utilizar um
novo site de compras e fornecer dados
dos seus cartões de credito ou
banco, procure informações
sobre sua credibilidade, confiabilidade
- Só utilize um
computador confiável para acessar
sua conta e/ou dados sigilosos. Nunca
use computadores públicos ou de
terceiros ou ainda computadores que não
tenham sistemas de proteção
Nunca responda a emails não solicitadas
(SPAM), nem para pedir sua remoção
de listas de envio ou para reclamar ou
solicitar qualquer informação
- Nunca execute ou abra qualquer arquivo
anexado a mensagens de origem desconhecida
ou não solicitadas
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