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Férias podem estressar mais que o
trabalho
06-07-2007
*Por Gustavo Ponce de Leon
Quando se fala em tirar
férias, o natural é imaginarmos
que a pessoa vai se dedicar ao descanso
físico e mental, repondo as energias
consumidas no dia-a-dia pelo estresse. Mas,
é muito comum encontrarmos quem se
diz mais cansado na volta das férias
do que antes.
“A dificuldade em
relaxar é um problema que vem se
agravando. Tem gente, inclusive, que utiliza
as férias do trabalho ou da faculdade
para fazer cursos. Ou seja, não permite
que o organismo se revigore”, diz
Luiz Gonzaga Leite, psicólogo do
Hospital Santa Paula, de São Paulo,
em nota sobre o assunto.
Entre tantas opções
para o período, há quem resolva
embarcar em excursões, cujas rotinas
são para lá de desgastantes.
Quem já comprou um pacote turístico
para a Disneylândia sabe como esses
passeios podem consumir a energia física
de qualquer pessoa. Todos acordam muito
cedo e passam o dia inteiro num vaivém
frenético. E ainda dormem tarde,
para ter pelo menos a sensação
de que o dinheiro foi bem empregado. Conclusão:
na volta, a pessoa está um farrapo
humano, precisando de outras férias.
“Como as férias
são um período necessário
na vida do ser humano, em que se deve procurar
gozá-lo da melhor forma possível,
o ideal é planejar como o tempo será
empregado. Se a pessoa tiver somente dez
dias de descanso, mas utilizá-lo
para realmente descansar a cabeça,
se divertir, rir e conhecer gente nova,
com discursos totalmente diferentes da rotina,
muito bom, já está valendo
a pena”, diz o psicólogo.
De acordo com ele, o importante
em todo o processo é reservar um
tempinho para se “desligar”
das atribulações que mais
causam estresse. Isso vale até mesmo
durante o resto do ano. O especialista dá
algumas dicas para quem não consegue
relaxar e começa a sentir que a tensão
permanente está afetando a saúde:
- Exercícios físicos
– Ocorre liberação de
endorfinas, essencial para o equilíbrio
físico e emocional;
- Alimentação
adequada – Pessoas agitadas devem
evitar o consumo exagerado de alimentos
e bebidas estimulantes (comida apimentada,
álcool e café, por exemplo);
- Desenvolvimento da espiritualidade
– É importante cuidar do seu
“lado divino”, ou seja, adotar
leituras de textos específicos, momentos
de meditação e oração;
- Psicoterapia – Busque
ajuda de um psicólogo. Um profissional
sério poderá ajudar a descobrir
e corrigir essa programação
psíquica que o impede de estar em
paz.
A
libido agradece
Todos nós sabemos
que o estresse pode causar diversos males
à saúde física e mental.
Um deles é pouco falado, mas faz
parte da realidade de muita gente: a redução
da libido por conta da correria profissional.
O médico Gilberto
Ururahy, especialista em Medicina Preventiva,
e que já acompanhou check-ups de
mais de 25 mil executivos nos últimos
15 anos, mostra alguns números de
uma pesquisa conduzida por ele mesmo e que
fariam qualquer um parar para refletir sobre
a sua qualidade de vida.
Distúrbios de ereção:
- cerca de 68% são
gerados pelo emocional, como a depressão
e o estresse crônico, provocados pelo
excesso de trabalho e problemas conjugais
ou financeiros, entre outros. A ansiedade
para o “bom desempenho” pode
aumentar a insuficiência erétil;
- cerca de 23% têm
causas diversas, como o uso de certos medicamentos
(anti-hipertensivos, antidepressivos, redutores
das gorduras sangüíneas etc),
cirurgias, radioterapia, abuso de bebidas
alcoólicas, fumo (a ação
vasoconstrictora da nicotina) e drogas (maconha,
cocaína, heroína etc);
Libido feminina:
- o estresse crônico
entre as mulheres de 30 a 45 anos de idade
pode conduzi-las à depressão
e, conseqüentemente, à queda
da libido;
- os antidepressivos agravam
a queda da libido.
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