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Pequena empresa também pode
ganhar com uso da Inteligência
Competitiva
07-11-2007
Ferramenta comum no mundo das grandes
corporações, a Inteligência
Competitiva (IC) também tem
sido adotada por micro, pequenas e
médias empresas como forma
de estimular a cultura de cooperação
empresarial, antecipar tendências
e planejar ações a partir
das informações obtidas
para garantir destaque no mercado
nacional e, principalmente, em um
mundo globalizado onde a produção
em massa não deixa possibilidade
de altas margens de lucro.
Para Paulo Alvim,
gerente da Unidade de Acesso à
Inovação e Tecnologia
do Sebrae, que abordará o tema
durante evento mundial de gestão
do conhecimento, que acontece no final
de novembro, em São Paulo,
por meio da IC a pequena e média
empresa pode ouvir o cliente, compreender
seu nicho, a estratégia, a
estrutura de custos e modelos de precificação
da concorrência, inovar e ganhar
mercado ou até mesmo a liderança
em um breve espaço de tempo.
Estudo realizado pelo
Sebrae, ao longo de dois anos, atesta
a eficiência da aplicação
da IC setorial especificamente em
farmácias de manipulação
no Rio de Janeiro. Os dados atestam
o potencial da ferramenta na diferenciação
e redesenho de negócios, bem
como na agregação de
valor por essas empresas, que se beneficiam
da alta capacidade de adaptação
e agilidade dos pequenos negócios,
a partir da conscientização
do empresariado para o uso da informação
disseminada. Veja a seguir alguns
resultados do estudo:
Novos
nichos
Após uma intensa
análise setorial foi possível
identificar oportunidade de novos
negócios para farmácias
de manipulação por meio
do conceito de marca junto aos consumidores
e possibilidades de aliança
junto a indústrias especializadas
para fabricação de cosméticos.
A parceria geradora de novos negócios
fortalece o mercado de indústrias
de terceirização cosmética
e permite às farmácias
a participação em novo
nicho de mercado. A visão de
negócio desta análise
identifica ainda uma segunda fase,
orientada para exportação.
A Farmácia
Natural da Terra já se encontra
com os estudos de estabilidade dos
produtos em andamento. A atuação
conjunta com a indústria cosmética
gera negócios projetados para
o segundo semestre de 2007 da ordem
de R$ 60 mil a 90 mil.
Orientação
pelo cliente
A aplicação
de informações obtidas
em análises abordando os fatores
de decisão de compra no setor,
estudos de percepção
de qualidade pelo cliente e perfil
médio do consumidor brasileiro,
foi utilizada em nível estratégico
pela Farmácia Princípio
Vegetal, que a partir de um trabalho
junto aos seus clientes redesenhou
seu modelo de negócios, posicionando-se
como um “centro de bem-estar”,
com um plano de ação
inicial para implementação
ao longo de 12 meses.
Do mesmo modo, agora
no nível tático, a Farmácia
Doce Flora, realizou avaliação
junto a 800 clientes e os resultados
permitiram uma revisão completa
nos investimentos e ações
de marketing da empresa, sendo voltados
para a divulgação e
fidelização junto aos
seus clientes diretos.
Redução
de perdas
A partir de uma análise
SWOT - ferramenta de planejamento
que identifica e correlaciona forças,
fraquezas, oportunidades e ameaças
- foram observadas formas de planejamento
gerencial das microempresas do setor
fora do eixo de investimento financeiro.
A análise,
orientada na aplicação
de conceitos de Abraham Maslow, para
gestão de pessoas e processos
internos, foi aplicada pela Sanatus
Farmácia Homeopática
Ltda, sendo introduzidos os conceitos
em treinamento, avaliações
de pessoal e métrica de resultados.
Em seis meses, os desvios de processos
tiveram uma redução
avaliada em 97%, que representou,
na projeção no ano passado,
uma redução de perdas
de pelo menos R$ 5 mil, segundo o
proprietário da empresa.
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