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Saiba como montar uma equipe vencedora
08-05-2007
A maior parte das horas
do nosso dia é gasta no trabalho,
onde é preciso dividir o espaço,
as tarefas e os projetos com um grupo –
seja grande ou pequeno – formado por
companheiros de trabalho. Companheiros que
podem se transformar em grandes parceiros,
mas que, muitas vezes, são tão
diferentes e têm idéias tão
distintas que se torna um desafio diário
manter um ambiente sereno e produtivo de
trabalho.
Desentendimentos e dificuldades
dentro da equipe são fatais para
qualquer empresa. Constituir e dinamizar
uma equipe de trabalho é uma tarefa
longa, mas que compensa. “Os times
de sucesso tendem a desenvolver metas coletivas,
que vão além daquelas que
a empresa determinou para eles”, diz
Werner Kugelmeier, diretor da WK Prisma,
consultoria humana-empresarial de Campinas.
A receita para a equipe
de sucesso, segundo o consultor, é
a presença de uma liderança
participativa e afetiva, movida por muito
esforço e dedicação.
“Uma equipe é uma equipe de
fato quando saiu da fase de (apenas) buscar
resultados financeiros e passa a ter uma
preocupação real com o bem-estar
das pessoas, dentro e fora dela”,
afirma Werner. “Como o cérebro
é composto pelo lado racional, o
lado esquerdo do cérebro, e pelo
intuitivo, o direito, a equipe também
só ganha propulsão inteligente
com a ativação destes dois
lados”, completa.
De acordo com Werner, é
vantajoso para a equipe ser composta por
membros polivalentes e diferentes entre
si. “Quanto mais polivalentes forem
os membros, melhor. Um pouco de polêmica
não prejudica; unanimidade, ao contrário,
tende a atrofiar potenciais”, afirma.
“Os profissionais precisam ter senso
crítico aguçado e até
serem competitivos, mas com vontade e capacidade
de cooperar com a equipe antes que a corda
arrebente”, defende o consultor.
Para Werner, equipes que
funcionam no esquema “o líder
manda e os outros apenas obedecem”
estão fadadas ao fracasso. “Se
o líder só quer mandar, não
precisa de equipe. Quando se unem inteligências,
certamente o resultado é melhor”,
diz.
Mas, para quem está
dentro da equipe, como trabalhar no dia-a-dia
com pessoas tão diferentes? Os conflitos
são inevitáveis, mas, segundo
Werner, são uma ótima oportunidade
para o crescimento.
Ter iniciativa e não
esperar que os outros ajam por você
é um primeiro passo para quem atua
em equipes. “Quando se fala em trabalho
em equipe, as formigas dão uma aula.
Elas vivem numa estrutura organizada e sabem
o que fazer pelo bem comum – sem receber
ordens para agir. Quando estão em
ação, a sincronia entre elas
é tão perfeita que parecem
funcionar como membros do mesmo corpo. São
uma evidência de que a união
gera força”, explica.
Mas, para que os resultados
apareçam, é preciso que todos
estejam engajados no bem comum. Juntos,
os membros de uma equipe são capazes
de fazer o que não iriam realizar,
se trabalhassem cada um por si.
O que fazer para a “alquimia”
empreendedora de uma equipe funcionar de
forma vencedora:
- Objetivos comuns, assumidos
individualmente
- Papéis diferenciados, cada um fazendo
sua parte e contribuindo para o coletivo
- Espaço autônomo, dando vazão
à liberdade
- Franqueza construtiva na articulação
de pontos críticos – tapar
o sol com a peneira não resolve;
os conflitos e problemas devem ser expostos,
discutidos e esclarecidos.
- Receptividade objetiva na hora de escutar
as críticas – trabalhar em
equipe não é só criticar
os parceiros. Saber ouvir é fundamental.
- Integração com os outros
times na busca de conhecimento e apoio
- Motivação, coesão,
organização
O que mina os resultados
esperados do trabalho em equipe:
- Falta de confiança:
as pessoas precisam se sentir à vontade,
dispostas a mostrar sua vulnerabilidade
e ter certeza de que seus pontos fracos
jamais serão usados contra elas;
o líder deve dar o ponta-pé
inicial, mostrando a própria vulnerabilidade
- Falta de conflito: as reuniões
se tornam mornas e entediantes. O líder
deve abrir espaço para que os membros
da equipe aprendam a lidar com conflitos
e apenas interferir quando “não
tem solução”.
- Falta de comprometimento – Debates
mascarados dificultam o comprometimento
assertivo, porque ninguém se envolve
com a decisão. O líder precisa
conduzir a um plano de ação,
estabelecendo de forma objetiva as tarefas
e prazos de cada um.
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